Governo diz que 5,7 milhões devem ser excluídos da nova fase do auxílio emergencial

Governo diz que 5,7 milhões devem ser excluídos da nova fase do auxílio emergencial


O governo federal informou nesta terça-feira (29) que cerca de 5,7 milhões de beneficiários do Auxílio Emergencial que não fazem parte do Bolsa Família - e que receberam parcelas de R$ 600 - não devem receber nenhuma das quatro parcelas "residuais", de R$ 300 (R$ 600 no caso de mães de família), que começam a ser depositadas nesta quarta (30).

Segundo o Ministério da Cidadania, essa redução é motivada pelas regras mais restritas para a nova fase do benefício, além de melhorias que foram feitas no cruzamento dos dados dos cidadãos.

Além disso, as regras do chamado Auxílio Emergencial Extensão preveem que as parcelas de R$ 300 serão pagas apenas até o final do ano. Assim, apenas trabalhadores que começaram a receber a ajuda em abril (que já receberam as 5 parcelas de R$ 600) terão direito às 4 parcelas adicionais.

Quem recebeu até agora 4 ou menos parcelas de R$ 600 vai receber também menos parcelas de R$ 300. E quem ainda não recebem nenhuma parcela, vai receber apenas as 5 de R$ 600. 

Novas regras
As regras para o auxílio emergencial até dezembro, com menor valor, foram definidas em uma medida provisória publicada em 3 de setembro. Nesta terça, a Caixa Econômica Federal divulgou o calendário de pagamento, que varia com o nascimento do beneficiário e a data em que ele recebeu a primeira parcela.

As regras definidas na medida provisória retiram do auxílio, por exemplo, quem declarou patrimônio superior a R$ 300 mil no Imposto de Renda 2019, ou quem teve rendimentos acima de valores estabelecidos pelo governo no mesmo ano. Os dependentes dessas pessoas também ficam fora das novas parcelas.

Ao todo, 48 milhões de beneficiários que não integravam o programa Bolsa Família receberam o auxílio emergencial desde o início do programa, segundo dados da Caixa. Deste grupo, 27 milhões de pessoas receberão todas as quatro parcelas da prorrogação do auxílio. Ou seja, receberão todas as parcelas do programa apenas 56,25% dos beneficiários que receberam auxílio até aqui.

G1