Mais de 300 mil cearenses não receberão o 13° salário completo; varejo pode sofrer impacto negativo

Mais de 300 mil cearenses não receberão o 13° salário completo; varejo pode sofrer impacto negativo



Apesar da retomada das atividades, o setor varejista teme que a redução de recursos do 13º salário – em razão dos contratos de trabalho suspensos durante a pandemia – impacte negativamente as vendas de fim de ano, principal período do ano para o varejo. 

De acordo com informações divulgadas pelo Ministério da Economia, mais de 357,6 mil trabalhadores cearenses tiveram contratos de trabalho suspensos até o fim de agosto. Deste total, mais de 197,4 mil apenas em Fortaleza.

Além da Capital, os municípios com mais contratos suspensos durante a pandemia foram:
  • Maracanaú, com mais de 24,7 mil.
  • Juazeiro do Norte, com 20,2 mil.
  • Sobral, com 10,5 mil.
  • Caucaia, com 9,8 mil.
  • Eusébio, com 6,4 mil.

Conforme o Programa Emergencial de Manutenção do Emprego e da Renda, o trabalhador que teve seu contrato temporariamente suspenso por conta do coronavírus terá seu 13º reduzido proporcionalmente ao tempo da suspensão. Portanto, os meses não trabalhados não entrarão no cálculo do benefício. Já aqueles que tiveram apenas a jornada reduzida, desde que tenham trabalhado mais de 15 dias no mês, não terão seu 13º impactado. 

Expectativa
Apesar do temor, os varejistas apontam que a expectativa é que o comércio continue em constante crescimento até o fim do ano. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados ontem (10), a receita do varejo cearense registrou uma alta de 8,2% na passagem de junho para julho e de 5,3% na comparação com julho do ano passado. Entretanto, a receita do varejo no Ceará apresenta uma queda de 9,5% no acumulado de janeiro a julho deste ano. E, no acumulado de 12 meses até julho, a queda na receita é de 4,9%. 

Diário do Nordeste