R$ 200 comprariam 28 kgs de filé mignon em 1994; veja o que dá para levar hoje

R$ 200 comprariam 28 kgs de filé mignon em 1994; veja o que dá para levar hoje


Apesar de ter sido lançada para fazer frente ao aumento da procura por dinheiro vivo na crise de coronavírus, a nova nota de R$ 200 foi vista por alguns como um sinal da desvalorização da nossa moeda. Afinal de contas, será que o real, lançado em julho de 1994, perdeu tanto valor assim?

Pesquisamos alguns folhetos promocionais de jornais da época para saber o que seria possível comprar com uma nota de R$ 200. Apesar de os preços impressionarem, é importante lembrar que o salário mínimo na época era de apenas R$ 64,79 – hoje, é de R$ 1.045.

Com R$ 200, o consumidor conseguia comprar impressionantes 28,5 quilos de filé mignon em julho de 1994 –na época, era possível encontrar o produto a R$ 7 . Com o quilo hoje custando cerca de R$ 80 nos  supermercados, dá para levar apenas 2,5 quilos de filé mignon.

Para beber, que tal 38 caixas de 12 unidades de cerveja? Hoje, você paga cerca de R$ 26 por uma única caixa com 12 unidades. Ou seja, apenas 7,5 caixas.

Veja abaixo folheto da época, que aconselhava o consumidor a comemorar o tetracampeonato com muita carne e cerveja:


O óleo de soja é um dos vilões recentes da alta de preços, com aumento de mais de 30% em algumas capitais. Pois veja quanto ele custava lá no início do Plano Real, quando o supermercado enfatizava que “aqui os seus centavos valiam mais”.

Pois é, com R$ 200 daria para comprar um estoque para longos anos (mais de 250 garrafas!), lembrando que hoje em dia você paga R$ 6 pelo óleo de soja. 


Com R$ 200, você conseguiria garantir um fogão Brastemp considerado top de linha na época (hoje em dia, a reportagem encontrou eletrodoméstico similar vendido a cerca de R$ 800).


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