Ceará deve oferecer 2,7 mil vagas de emprego temporário para o fim do ano

Ceará deve oferecer 2,7 mil vagas de emprego temporário para o fim do ano


O Ceará deve ofertar até dezembro, cerca de 2,7 mil vagas de emprego temporário, devido a demanda do comércio varejista nas vendas de fim de ano. O número, de acordo com projeções da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), representa um resultado 26,75% inferior ao ano passado, quando o saldo de oferta de emprego girou em torno de 3,7 mil.

As festas de final de ano, são consideradas como o melhor período para as vendas no varejo. O Natal, por exemplo, deve movimentar cerca de R$ 37,5 bilhões em 2020, segundo o estudo da CNC. De acordo com a instituição, mesmo com os efeitos provocadas pela pandemia do Covid-19, a expectativa é otimista, de faturamento superior ao registrado em 2019, que alcançou R$ 35,9 bilhões em todo o Estado.

Setores
O estudo mostrou que a distribuição das vagas por setores de varejo terá a seguinte forma: 30,7% das oportunidades serão destinadas para vestuário e calçados, 13,7% para artigos de uso pessoal e doméstico, e 13,4% para hiper e supermercados, além de 6,7% para demais segmentos e 6,2% para móveis e eletrodomésticos.

Salários
Apesar da redução no número de vagas, o salário médio de admissão deverá girar em torno de R$ 1.319, uma alta de 4,6% em comparação a 2019, que foi de R$ 1.263. Dentre o setores do varejo, o maior salário deverá ser pago pelas lojas especializadas em produtos de informática, que deve pagar um salário médio de R$ 1.618 aos colaboradores.

Na sequência, a remuneração do setor farmacêutico, perfumarias e cosméticos deverá ficar em torno de R$ 1.602. Operadores de caixa (R$ 2.272,78), repositores de mercadorias (R$ 1.576,24), embaladores (R$ 1.415,36), atendente de lojas e mercados (R$ 1.373,66) e vendedor de comércio varejista (R$ 1.285,60).

A pesquisa ainda aponta que o cenário de incerteza econômica, aliada a uma possível queda no consumo, deverá impactar negativamente a efetivação desses trabalhadores após o Natal. A estimativa é que apenas 16,3% dos trabalhadores temporários se tornem efetivos.

G1-CE