Oito agentes socioeducativos e dois internos do Patativa são feridos em rebelião. Veja vídeo

Oito agentes socioeducativos e dois internos do Patativa são feridos em rebelião. Veja vídeo


Uma rebelião entre os internos do Centro Socioeducativo Patativa do Assaré, no bairro Ancuri, em Fortaleza, iniciou na tarde desta sexta-feira, 25, e oito agentes socioeducativos foram feridos com pedras e paus por volta das 16h30min. O POVO apurou que dois deles ficaram feridos com maior gravidade e precisaram ser hospitalizados. Foram dez os adolescentes que participaram na rebelião, dois tiveram ferimentos leves e foram atendidos numa unidade hospitalar e encaminhados para a Delegacia da Criança e do Adolescente (DCA). 

A razão para o motim, de acordo com a fonte, é de que os jovens teriam planejado fugir para passar o fim de ano em liberdade. Um helicóptero da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas foi deslocado para atuar durante a rebelião no Centro Socioeducativo.

Os dois adolescentes com ferimentos leves foram atendidos pela enfermaria da Delegacia da Criança e do Adolescente, após serem encaminhados à Perícia Forense para realizarem o exame de corpo de delito. Os dois adolescentes feridos têm 17 anos. A ação foi contida pelo Grupamento de Intervenção Tática (GIT), da Polícia Militar do Ceará. A ocorrência será conduzida pela DCA.


Outro agente, que ficou ferido no episódio, estava em um hospital particular e disse que não conseguia andar. Ele disse temer represálias e contou só ter conseguido atendimento médico porque o um amigo o pegou no Centro Socioeducativo e o levou até a unidade hospitalar. Os agentes não recebem Equipamentos de Proteção Individual (EPIs). O agente socioeducativo não tinha informações sobre a situação dos demais adolescentes internos na unidade.

O juiz Manuel Clístenes, titular da 5ª Vara da Infância e Juventude da Comarca de Fortaleza, confirmou que foram dez os jovens que se envolveram numa tentativa de escavação de um buraco na muralha do centro, quando um dos agentes socioeducadores percebeu e tentou contê-los. “Os jovens passaram a atirar pedras e paus nos socieducadores”, informa o magistrado. Ainda de acordo com Clístenes, nenhum dos centros socieducativos estava acima da capacidade. “Há até 15 dias, alguns tinham até vagas”, afirmou.

O POVO Online