Um a cada dez cearenses adotou isolamento rígido em outubro, aponta IBGE

Um a cada dez cearenses adotou isolamento rígido em outubro, aponta IBGE


A grande flexibilização das atividades no Ceará tem causado, naturalmente, a redução dos níveis de isolamento social no Estado. Em outubro, só um a cada dez (13,4%) cearenses ficou “rigorosamente isolado”, de acordo com Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio (PNAD Covid-19), divulgada nesta terça-feira (1º) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O levantamento estima que entre os 9,2 milhões habitantes do território cearense, 1,2 milhão mantiveram isolamento rígido no mês de outubro, em respeito às medidas sanitárias contra a Covid-19. Outros 3,7 milhões (40,2%) reduziram o contato, mas continuaram saindo de casa; 3,6 milhões (39,5%) ficaram em casa e só saíram em caso de necessidades básicas; e 533 mil (5,8%) não adotaram qualquer medida de restrição.

O maior cumprimento das orientações de isolamento social é efetivado pelas mulheres e por crianças e adolescentes. Segundo a PNAD Covid-19, 80,4% da população cearense de até 13 anos de idade adotou medidas restritivas no mês de outubro. Entre as pessoas com mais de 60 anos, que integram o grupo de risco da doença, esse percentual foi de 74,5% – 5 pontos percentuais a menos do que em setembro.

O Ceará nunca atingiu o nível de isolamento preconizado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que é de 70%. Conforme dados da In Loco, o maior índice foi alcançado no dia 22 de março, poucos dias após o decreto estadual de isolamento social, quando 63% da população permaneceu em casa.

Em outubro, 371 mil pessoas apresentaram algum dos sintomas da Covid-19 no Ceará, contabiliza o IBGE. Mais de 1 milhão já haviam realizado algum teste para saber se estavam infectadas pela doença, até o décimo mês do ano. Do total, 300 mil testaram positivo.

Diário do Nordeste