Cearenses em luto na pandemia lamentam aglomerações pelo país: 'Atitude desumana'

Cearenses em luto na pandemia lamentam aglomerações pelo país: 'Atitude desumana'


Com mais de 200 mil óbitos e casos frequentes de aglomerações e festas pelo país, cearenses que perderam familiares para a Covid-19 classificam como "irresponsabilidade" atos de que desobedecem às autoridades sanitárias, que pedem o distanciamento social e uso de máscara para reduzir a disseminação da doença.

"É irresponsabilidade, atitude desumana. É egoísmo dessas pessoas que só estão pensando em si", diz Francisco Ducivaldo Azevedo. Em 17 de junho, ele perdeu a mãe, Dulçanira Azevedo, de 69 anos. "Entendo que as pessoas precisam desopilar na pandemia, mas o momento requer paciência e prudência", afirma.

“A gente amava tudo nela. Ele tinha o poder de unir o povo. Isso com certeza faz muita para familiares e amigos”, lembra o filho.

Aumento de óbitos
As mortes por Covid-19 no Brasil aumentaram 64,45% de novembro para dezembro, conforme dados apurados pelo consórcio de veículos de imprensa junto às secretarias de Saúde do país. Em novembro foram 13.263 óbitos pela doença; em dezembro esse número foi de 21.811. Além disso, é a primeira vez, desde julho, que a quantidade de mortes em um mês é maior que a vista no mês anterior.

No Ceará, 10 mil pessoas já faleceram vítimas da Covid-19. O número de óbito também cresceu no estado em dezembro, se comparado com o número do mês anterior. Foi a primeira alta após seis meses seguidos de queda.

O governador do Ceará, Camilo Santana, reforçou "a orientação de continuarmos respeitando as normas sanitárias de sempre usar máscara, higienizar as mãos e evitar aglomerações". "A pandemia ainda não acabou", disse.

G1 - CE