Exoneração em massa de servidores municipais gera polêmica em Coreaú; entenda

Exoneração em massa de servidores municipais gera polêmica em Coreaú; entenda


A exoneração em massa de todos os servidores comissionados e temporários da Prefeitura de Coreaú tem gerado polêmica no município da região Norte do Estado. Um grupo de ex-funcionárias alega que, entre os demitidos por decreto do prefeito Edízio Sitonio (PDT), estão 27 mulheres grávidas. A Procuradoria-Geral do Município nega a denúncia. Assim como outras cidades, Coreaú passa por uma crise financeira, com atraso nos salários de servidores. O atual chefe do Executivo derrotou no pleito de 2020 o ex-prefeito Roner Albuquerque (PSB), que tentava reeleição.

Segundo o grupo de ex-servidoras, ocupantes de cargos comissionados que estão grávidas foram atingidas pelas exonerações, sem explicações ou entrega de documentos. Diante da denúncia, o promotor de Justiça de Coreaú, Irapuan Silva Dionízio Júnior, informou que o Ministério Público do Ceará (MPCE) está apurando o caso para adotar medidas cabíveis. 

Por meio de nota, a  Procuradoria-Geral de Coreaú negou, nesta quarta-feira (13), ter demitido 27 servidoras grávidas. Segundo a gestão municipal, seis nomes que constam na lista da denúncia estão em pleno exercício de suas funções, uma vez que são servidoras efetivas; e outras 15 tinham contratos temporários que se encerraram ainda no governo anterior.

Outras seis exerciam cargos comissionados, ainda de acordo com a nota, sujeitos à "livre nomeação" do gestor em exercício. A Prefeitura disse, ainda, que não há "qualquer indicação de gravidez" registrada no Departamento de Recursos Humanos do Município, ou "requerimentos no prazo de validade nos contratos".