O custo de visitar a Terra pode ser muito "caro" para alienígenas; saiba o por quê

O custo de visitar a Terra pode ser muito "caro" para alienígenas; saiba o por quê


Em 1950, o físico ítalo-americano Enrico Fermi sentou-se para almoçar com alguns de seus colegas no Laboratório Nacional de Los Alamos, onde havia trabalhado cinco anos antes como parte do Projeto Manhattan.

De acordo com vários relatos, a conversa se voltou para alienígenas e a recente onda de OVNIs. Com isso, Fermi emitiu uma declaração que ficaria nos anais da história: “Onde estão todos?”
Isso se tornou a base do Paradoxo de Fermi, que se refere à disparidade entre as estimativas de alta probabilidade para a existência de inteligência extraterrestre (ETI) e a aparente falta de evidências.

Desde a época de Fermi, houveram várias propostas de resolução para sua questão, o que inclui a possibilidade muito real de que a colonização interestelar siga a regra básica da Teoria da Percolação. Uma das principais suposições por trás do Paradoxo de Fermi é que, dada a abundância de planetas e a idade do Universo, uma exo-civilização avançada já deveria ter colonizado uma porção significativa de nossa galáxia.

Outra suposição fundamental é que as espécies inteligentes serão motivadas a colonizar outros sistemas estelares como parte de algum impulso natural para explorar e estender o alcance de sua civilização. Por último, mas certamente não menos importante, ele assume que a viagem espacial interestelar seria viável e até prática para uma exo-civilização avançada.

Mas isso, por sua vez, se resume à suposição de que os avanços tecnológicos fornecerão soluções para o maior desafio das viagens interestelares.

Posição única? 
Isso levanta uma questão filosófica muito importante que está relacionada ao Paradoxo de Fermi e à existência de ETIs. Este não é outro senão o Princípio de Copérnico, nomeado em homenagem ao famoso astrônomo Nicolaus Copérnico. Resumindo, esse princípio é uma extensão do argumento de Copérnico sobre a Terra, de como ela não estava em uma posição única e privilegiada para ver o Universo.

Estendido ao reino cosmológico, o princípio basicamente afirma que, ao considerar a possibilidade de vida inteligente, não se deve assumir que a Terra (ou a humanidade) é única. Se aceitarmos o Princípio de Copérnico como um princípio orientador, somos forçados a admitir que qualquer espécie inteligente enfrentaria os mesmos desafios com o vôo interestelar que nós.

Será esse o motivo do “Grande Silêncio”?

O espaço é caro!
Para colocar as coisas em perspectiva, considere os custos associados à própria história da exploração espacial da humanidade. O envio de astronautas à Lua como parte do Programa Apollo entre 1961 e 1973 custou pesados US$ 25,4 bilhões, o que equivale a cerca de US$ 150 bilhões hoje (quando ajustado pela inflação).

Esses dois programas, que colocaram em órbita os primeiros astronautas americanos e desenvolveram a expertise necessária para chegar à Lua, movimentaram, respectivamente, cerca de US$ 2,3 bilhões e US$ 10 bilhões (quando ajustados).

Some todos eles e você terá um total geral de cerca de US$ 163 bilhões gastos de 1958 a 1972. Entretanto, isso não inclui os custos de levar todos os vários componentes a este estágio do jogo, como o desenvolvimento do SLS até agora, a cápsula espacial Orion e a pesquisa do Portal Lunar, sistemas de aterrissagem humana (HLS) e robóticas missões.

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