COLUNA: Mais um ano com quatro nordestinos no Brasileirão; Fim do “G-12”?

COLUNA: Mais um ano com quatro nordestinos no Brasileirão; Fim do “G-12”?


O Brasileirão 2021 também contará, como vem desde 2018, com quatro clubes do nordeste na competição. Esse fato não é nenhuma surpresa, como falei, vem se repetindo a cada ano esse número, mas, não deixa de ser uma grande conquista. 20% dos times são representados pelo Nordeste, esse é o recorde na ‘era dos pontos corridos’. Um número que, sem dúvidas, dá pra aumentar (E a tendência, com o passar dos anos, é essa), mas que já é de grande valia, vide a desigualdade financeira que está muito presente na realidade do futebol brasileiro. 

A desigualdade financeira falada, que é algo que não quero me estender muito nesse texto, está muito ligada às cotas de TV, patrocínio e mais. Tudo isso está diretamente ligado à visibilidade que o clube tem, lógico. Quanto mais você é mostrado, mais você vale, quanto mais você aparece, melhor de se investir. Os clubes nordestinos sofrem muito com essa questão da visibilidade, devido ao fato de termos muitos torcedores, na nossa região, que torcem para clubes de outros estados, popularmente conhecidos como “mistos”. Mas, como já falado, esse não é o ponto alto da conversa. 

A Série A 2021 terá, novamente, quatro nordestinos, mas, dessa vez, sem nenhum ter sido rebaixado na temporada anterior. Ceará, Bahia, Fortaleza e Sport estão organizados financeiramente e farão de tudo para quebrarem barreiras. Algumas dessas barreiras, como a do “G-12” (Os doze principais clubes de: SP, RJ, MG e RS, considerados pela mídia nacional, os grandes do país), estão bem próximas de serem derrubadas. Com Cruzeiro, Vasco e Botafogo disputando a Série B deste ano, afundados em dívidas e nem tanta fé assim de subir de divisão, podemos observar que as coisas estão mudando. 

O trabalho sério das diretorias dos clubes nordestinos, com pé no chão, estudos, profissionalização em todas as pontas, tudo isso passa uma mensagem para quem faz futebol no restante do país: o mundo da bola está girando, e o Nordeste, pode até demorar, mas uma hora estará no topo novamente. 

Vicente Barcelos