Covid-19 ainda mexe com a sua saúde mental? Veja dicas para não surtar

Covid-19 ainda mexe com a sua saúde mental? Veja dicas para não surtar


O Brasil completou, na quarta-feira (17/2), um mês do início da campanha de imunização contra a Covid-19. Nesse período, 5,5 milhões de brasileiros foram vacinados, e a chegada do tão esperado imunizante veio como um sopro de esperança em meio aos novos ares de 2021. Contudo, o isolamento social continua, e a vacina ainda não é para todos. As incertezas sobre um retorno à normalidade permanecem, e como fica a nossa saúde mental nessa história?

O número de pessoas com sintomas de ansiedade, depressão e insônia praticamente dobrou durante o período de quarentena em território verde-amarelo. Mas, o que os estudos mostram é que o Brasil já era o país mais ansioso do mundo antes da pandemia — 8,6 milhões de brasileiros convivem com esse transtorno, segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Por ser uma situação de crise, a pandemia tem essa característica de impulsionar alterações de humor do ponto de vista psíquico, como os transtornos ansiosos e depressivos, como explica o psiquiatra Alisson Marques. “Nessas situações, há uma maior vulnerabilidade percebida pelo indivíduo”, diz o médico do Núcleo de Saúde Mental do SAMU e da Secretaria de Saúde do Distrito Federal.

O início da imunização pode trazer, a curto prazo, uma sensação de tranquilidade, de acordo com o psiquiatra Alisson Marques. “Afinal, a ansiedade é, principalmente, um medo do desconhecido e da vulnerabilidade”, explica. A distribuição das primeiras doses é a representação de um caminho e um pouco de segurança em tempos tão incertos.

Então, como se preparar para os dias de isolamento que vêm pela frente? O primeiro passo, segundo Alisson Marques, é se apegar à possibilidade real e concreta da existência de um imunizante. Também é essencial ver o quanto o processo foi mais rápido do que em anos anteriores e enxergar o futuro com otimismo.

Em abril e maio, o termo “insônia” foi o mais pesquisado no Google. Além disso, as vendas de calmantes, antidepressivos e estabilizadores de humor aumentaram, em média, 80%. Para tentar acalmar os incômodos com as incertezas no futuro, os especialistas elencaram atitudes saudáveis.

“Precisamos manter sempre a esperança, a crença na ciência e no quanto o ser humano tem o potencial de se reinventar e achar respostas pras dificuldades. Porém, também acreditar na importância da gente se cuidar pelo outro e reafirmar o nosso sentido de responsabilidade”, reitera a psicóloga Larissa Polejack.

Metrópoles