Disparada de casos assusta e cobra responsabilidades da população e da Prefeitura de Santa Quitéria

Disparada de casos assusta e cobra responsabilidades da população e da Prefeitura de Santa Quitéria


💬   ANÁLISE de Thiago Rodrigues

O aumento alarmante de casos de coronavírus em Santa Quitéria, evidenciado nos últimos boletins epidemiológicos divulgado, têm assustado bastante. Há pelo menos duas semanas, o município figura com nível de transmissão altíssimo, o que exige de maneira urgente medidas no intento de frear o avanço.

Bairros Centro e Piracicaba, bem como o distrito de Malhada Grande concentram neste momento, os maiores números de suspeitos. No dia de ontem, mais um quiteriense - residente no distrito acima citado - perdeu a batalha para a doença, vindo a falecer no Hospital Regional Norte. A segunda morte ocorrida nesta semana. A confirmação ainda não consta no boletim, dado o aguardo da informação ser publicada na plataforma IntegraSUS, de acordo com a Secretaria de Saúde.

Com os holofotes das autoridades voltados para a vacinação, a Prefeitura Municipal segue no processo, tendo já aplicado 97,63% das doses recebidas, num total de 844. Todavia, ainda não foram vistas medidas rígidas para cessar o recrudescimento da pandemia. É fato que, a responsabilidade parte de cada um no adotar de sua proteção - e que boa parcela dos quiterienses relaxou -, todavia considere-se que a gestão também detém a sua, de fiscalizar e poder fazer algo para tal.

Pesa-se no cenário local também ter uma nova gestão, que obviamente muda o curso de como as ações vinham sendo coordenadas. Em um mês e quatro dias, ainda não se notam atitudes endurecidas por parte do prefeito Braguinha e do secretário Adeilton Mendonça para quem não segue a rigor, enquanto cidades vizinhas já editam decretos com foco para as semanas seguintes. Se por falta de transição ou outro motivo qualquer, os quiterienses pedem respostas.

Sim, a expressão "dar tempo ao tempo" deve prevalecer para que uma nova equipe sente na cadeira e faça seu papel. Porém, agora, é tempo de agir: fiscalizar as pessoas que não utilizam máscaras nas ruas; acompanhar os fluxos dentro dos estabelecimentos - não somente os restaurantes -; uma presença da Vigilância Sanitária, que poderia contar com o apoio dos bombeiros civis - que tão brilhantemente auxiliaram a meses atrás - e das demais secretarias e a realização de barreiras sanitárias, como volta a ser sugerido pelo Governo do Estado.

Sejamos conscientes: o esforço institucional é fundamental, mas tão quanto também a contribuição e a colaboração dos cidadãos. Na ausência de um ou de outro, significa remar contra a maré. A ameaça da segunda onda é preocupante, ainda mais com notícias de cepa ainda mais agressivas e somente com empenhos coletivos, conseguiremos salvar mais vidas.