Governo não pode ser 'escravo do mercado', diz Mourão

Governo não pode ser 'escravo do mercado', diz Mourão


Após o presidente da República, Jair Bolsonaro, demonstrar irritação com o mercado financeiro, o vice-presidente Hamilton Mourão disse nesta sexta-feira, 12, que o governo não pode ser "escravo do mercado". Sobre uma nova rodada do auxílio emergencial, Mourão opinou que o chefe do Executivo é "obrigado a decidir" alguma forma de auxiliar a parcela da população mais prejudicada por conta da pandemia da covid-19.

"Em linhas gerais, ou você faz empréstimo extraordinário, aí seria tal do orçamento de guerra, ou corta dentro do nosso orçamento para atender as necessidades. Não tem outra linha de aço fora disso", disse Mourão na manhã desta sexta na chegada à vice-presidência.

Questionado sobre como o mercado financeiro receberia a possibilidade de um novo Orçamento de Guerra, Mourão respondeu: "Minha gente, a gente não pode ser escravo do mercado. Tem que entender o seguinte: temos aí 40 milhões de brasileiros em uma situação difícil. A gente ainda continua com a pandemia."

Na quinta-feira, durante transmissão ao vivo nas redes sociais, Bolsonaro disse que representantes do mercado ficam "irritadinhos" com "qualquer coisa que fala".

A fala remete a preocupação de investidores com medidas em análise pelo governo, como a retomada do auxílio emergencial, que possam comprometer o teto de gastos e a Lei de Responsabilidade Fiscal.

Estadão Conteúdo