COLUNA: Kaká superestimado por ser branco? Por favor, não vamos confundir as coisas

COLUNA: Kaká superestimado por ser branco? Por favor, não vamos confundir as coisas


Nos últimos dias, Milly Lacombe, jornalista e colunista do Uol Esporte, chamou o ex-jogador de futebol, Kaká, de superestimado e usou a cor de pele e classe social do ex-atleta como motivos que o fizeram ser, na opinião dela, tratado de uma forma exagerada quando o assunto é qualidade técnica no esporte. 

Milly, por favor, não vamos confundir as coisas, minha querida! O último brasileiro melhor do mundo teve momentos de genialidade. Mereceu, sim, naquele ano de 2007, levar a bola de ouro da forma que foi: deixando Messi e Cristiano Ronaldo, ambos no início de suas carreiras, na segunda e terceira posição, respectivamente.  

Em 2007, Kaká fez chover no futebol europeu
Kaká, no ano de 2007, com 25 anos, foi O jogador DESTAQUE do TIMAÇO que era o Milan. No time italiano campeão da UEFA Champions League (UCL) daquela edição, além do brasileiro, tinha: Dida, Nesta, Maldini, Gattuso, Pirlo, Seedorf, Inzaghi... não sobrava espaço com tantos craques em campo. 

Em todas competições daquele ano, Ricardo Izecson dos Santos Leite, o Kaká, foi muito bem individualmente. Principalmente no campeonato mais importante, a UCL, ali Kaká despontou. Foi ainda mais genial. Além de suas arrancadas e criações de jogadas, Ricardo foi o que nunca costumou ser ao decorrer de sua carreira: artilheiro. Na Champions, fez 10 gols em 15 jogos, o maior naquela edição. Assistência na final e prêmio de melhor jogador da competição. O brasileiro encantou o mundo com seu futebol.

A grande verdade é que o camisa 22 (número com o qual Kaká fez a melhor temporada de sua carreira), era, e ainda é, mais subestimado em seu próprio país do que em qualquer outro canto do mundo. A razão eu não sei. Não ousarei argumentar com coisas incabíveis na situação. 

Kaká foi o único jogador branco e de classe média na história do futebol?
Naquele próprio time do Milan temos um exemplo. E uma coisa eu tenho certeza, Pirlo, o italiano parceiro de clube de Kaká, de cor de pele branca e também classe média (como disse Milly Lacombe), não foi “ofuscado” pelo brasileiro por outra coisa, a não ser futebol. 

Sem querer fazer comparações, mas será que Pirlo e toda sua indiscutível genialidade futebolística, também foi superestimado por suas condições? 

Pra finalizar, títulos de Kaká na carreira: 
  • São Paulo – Torneio Rio-São Paulo (2001).
  • Milan – Campeonato Italiano (2003/04), Supercopa da Itália (2004/05), Champions League (2006/07), Mundial de Clubes (2007) e Supercopa da Uefa (2007/08).
  • Real Madrid – Copa do Rei (2010/11), Campeonato Espanhol (2011/12) e Supercopa da Espanha (2012/13).
  • Seleção brasileira – Copa do Mundo (2002) e Copa das Confederações (2005 e 2009).
Vicente Barcelos