Kleber Morais fez apelo aos quiterienses para ficarem em casa; em todo o Ceará, 30 radialistas morreram de Covid

Kleber Morais fez apelo aos quiterienses para ficarem em casa; em todo o Ceará, 30 radialistas morreram de Covid


Na noite de ontem (26), Kleber Holf Morais, radialista da FM 97.3 (SomZoom Sat Santa Quitéria) faleceu aos 49 anos por complicações do coronavírus, internado no Hospital Regional Norte, em Sobral. A morte do comunicador provocou bastante consternação entre a população quiteriense, que acompanhava o seu trabalho por meio do programa Playlist 97, todas as tardes e nas passagens anteriores que teve pelas emissoras Itataia, Cidade e Planeta (hoje Plus FM); e na imprensa local, um abalo muito forte e doloroso.

Kleber (ao centro), ladeado pelos colegas radialistas Neto Augusto e Thiago Rodrigues, no estúdio da FM 97.3


Neste ano, Holf acompanhou, por meio de sua produtora de vídeos, a TV Garra, dois momentos importantes na saúde de Santa Quitéria: a chegada das primeiras vacinas ao município e a abertura do Hospital de Campanha. No vídeo por ele produzido, fez a menção de que as pessoas ficassem em casa para evitar ir ali, mas por ironia do destino, semanas depois seria ele a utilizar o espaço e o acompanhamento das equipes de saúde até a sua transferência para Sobral.

Texto e imagens produzidas por Kleber e narrado por outro locutor.

No Ceará, 30 radialistas já morreram em decorrência da Covid-19 desde o início da pandemia, há pouco mais de um ano, segundo o Sindicato de Radialistas e Publicitários do Ceará (Sindradioce). A entidade solicitou ao Governo do Estado, em pedido protocolado na última segunda-feira, 22, que profissionais de comunicação sejam classificados como grupo prioritário na campanha de vacinação contra a Covid-19.

Sempre no fronte da batalha a favor de boa informação, nossa categoria enfrenta condições de trabalho difíceis, ditadas pelo risco de contágio e pelo isolamento social e, ainda, suspensões de contrato e cortes salariais, o que é lamentável neste momento de dor e lágrimas.

Tony Pereira, presidente do sindicato, destaca que a imprensa tem sido considerada como serviço essencial pelos decretos estaduais que foram estipulados até o momento. Dessa forma, jornalistas, radialistas e todos os trabalhadores da área de comunicação seguem atuando em boa parte de maneira presencial.

"Somos essenciais de acordo com a lei, a comunicação é serviço essencial. A boa informação nesse período você vai conseguir indo ao local do acontecimento. Há a necessidade do deslocamento, a ida para a emissora", informou o presidente, destacando ainda que as unidades de saúde são de alto risco em relação a disseminação do vírus, o que coloca o profissional em perigo.

Radialistas cearenses vitimados pela doença
  • Aderbal Soares (Fortaleza).
  • Alexandre Rangel (Fortaleza).
  • Carlos Alberto Moreira (Canindé).
  • Carlos Dutra (Fortaleza).
  • Chico dos Santos (Sobral).
  • Cristiano Alcântara (Maracanaú).
  • Evangê Costa (Estados Unidos).
  • Evilásio Pires (Fortaleza).
  • Flávio Moreira (Fortaleza).
  • Francisco Inácio de Brito (Mucambo).
  • Inácio de Brito (Sobral).
  • Iraguassu Teixeira (Fortaleza).
  • Irineu de Freitas (Canindé).
  • Ivan Moreira (Sobral).
  • Jéssica Moreno (Iguatu).
  • Jonas Mello (Fortaleza).
  • Kléber Morais (Santa Quitéria).
  • Marcos Dublê (Fortaleza).
  • Moacir Luiz Dreyer (Fortaleza).
  • Nacélio Cavalcante (Icó).
  • Normando Sóracles (Juazeiro do Norte).
  • Olivan Santos (Camocim).
  • Osias Maciel (São Luís do Curu).
  • Osvaldo Avelino (Sobral).
  • Pedro Hallan (Fortaleza).
  • Pedro Rocha Neto (Itapipoca).
  • Rai Soares (Cascavel).
  • Renato Freire Caitano (Canindé).
  • Ricardo Cavalcante (Aquiraz).
  • Sandro Guimarães (Aracati).