Santa Quitéria chega a um ano da pandemia de Covid-19, com 51 mortes e 3 mil recuperados; veja linha do tempo

Santa Quitéria chega a um ano da pandemia de Covid-19, com 51 mortes e 3 mil recuperados; veja linha do tempo


28 de março de 2020. Há exato um ano, confirmava-se o primeiro caso e óbito por coronavírus no município de Santa Quitéria, iniciando um dos piores momentos da história e virando completamente ao avesso a rotina dos quiterienses. Um vírus que chegou sem respostas, exigiu ações rápidas das autoridades ao seu combate e que hoje é ainda mais perigosa a sua transmissão, dada uma nova variante que surgiu neste período e que já ceifou a vida de dezenas de pessoas.

Confira a linha do tempo

  •  O primeiro caso 
No intervalo de apenas nove dias, houve suspeita, confirmação e evolução para óbito. Uma idosa de 60 anos, residente no bairro Cohab, deu entrada em 21 de março com sintomas de gripe e insuficiência respiratória. Uma semana depois, viria a falecer no Hospital Regional de Sobral e dois dias seguintes, estava ali confirmado o teste positivo, o primeiro na região norte do estado.

A partir daí, os casos suspeitos começaram a se multiplicar. A Secretaria de Saúde entrou em ação com o plano de contingência e as principais atividades foram suspensas imediatamente.

  •  Decretos 

Já em 2021, no início do mandato de Braguinha, o Município é surpreendido com uma explosão de casos em fevereiro. A letalidade da segunda onda levou a ações mais restritivas, como multa para quem não usasse máscara, proibição de eventos e barreiras sanitárias, até ter sido decretado o lockdown em 24 de fevereiro e que está em vigor até hoje.

  •  Os efeitos 
Como consequência, o comércio e a indústria local enfrentaram o amargor das ações, refletindo na redução de atendimentos e de clientes. Na primeira onda, estabelecimentos considerados não essenciais a portas fechadas e quando já vislumbravam uma esperança de melhora para este ano, a nova variante aplicou um duro golpe e levou às autoridades municipais a restringirem novamente os seus funcionamentos. O delivery se reinventou para muitos comerciantes e os restaurantes também acabaram afetados, apesar de controvérsias.

O mais duro momento se deu em 1º de abril, quando a fábrica de calçados Democrata, sem condições de ali se manter, desligou mais de 1,1 mil funcionários e em dois meses depois, diante do controle de casos, conseguiu se reerguer e em escala maior. Neste ano, porém, se viu comprometida novamente, quando teve de reduzir sua capacidade de operação em até 10%, em comum acordo com o Executivo para manter a sua produção.

  •  Equipando a saúde 
O fato de sempre ter sido um sistema de saúde deficitário exigiu esforços dos três poderes executivos para dotar de uma estrutura básica e assistir aos pacientes contaminados. Ao longo de um ano, Santa Quitéria recebeu, pelo menos, R$ 7 milhões em recursos para o combate ao coronavírus e hoje dispõe de um Hospital de Campanha, com 15 leitos; nove respiradores e uma UTI móvel.

Paralelo a isso, caminha-se também o processo de vacinação dos grupos prioritários. Mais de 3.700 quiterienses, entre idosos e profissionais da saúde, já receberam os imunizantes. É um número ainda pequeno, diante da grandiosidade do município, mas são os sinais da esperança que começam a reacender.

  •  A Covid na política 
Ano eleitoral já é atípico por natureza e estando diante de uma pandemia, o comportamento não fora muito exemplar. Apesar dos casos terem reduzido a época, carreatas abarrotadas de correligionários, sem qualquer respeito às medidas sanitárias, até a Justiça Eleitoral ter decretado um freio a duas semanas do pleito, proibindo eventos de qualquer porte.

Antes de iniciar a campanha, uma candidata veio a óbito: Maria do Carmo (SD), de Macaraú. Já em exercício do seu terceiro mandato, o vereador e médico Dr. Júnior Araújo (MDB) foi uma das vítimas fatais da doença. Levantamento feito pelo A Voz de Santa Quitéria indica que, pelo menos, seis vereadores contraíram o coronavírus ao longo deste período.

  •  As mortes e recuperações 
A Covid-19 foi devastadora para muitas famílias quiterienses. Homens e mulheres, que enfrentaram dias a fio nos hospitais de campanha de Santa Quitéria e Sobral, Zezé Benevides, Regional Norte, Santa Casa de Misericórdia, Leonardo da Vinci e São Lucas e infelizmente, perderam a batalha. O ano de 2020 fechou com 23 mortes e num intervalo entre fevereiro e março de 2021, o número superou o dobro, contabilizando 51. O nível mais crítico se deu, inclusive, quando chegou a registrar dias seguidos com morte e em alguns casos, três ocorrências em 24 horas.

Felizmente, muitos resistiram e hoje contam suas histórias de superação. Mais de 3.100 pessoas tiveram alta e mais do que isso, a felicidade de saírem das portas dos hospitais, amparado por familiares e carregando "eu venci a Covid", voltando para o seio da comunidade.