VÍDEO: Bebês em UTI têm 'hora do soninho' para favorecer recuperação

VÍDEO: Bebês em UTI têm 'hora do soninho' para favorecer recuperação


O interior das Unidades de Terapia Intensiva (UTIs) neonatais do Hospital Geral Dr. César Cals (HGCC), em Fortaleza, possuem uma série de regras para a hora do soninho: não mexer nos pequenos pacientes, não fazê-los passar por nenhum procedimento, não realizar exames, não fazer barulho, tampouco acender as luzes. Das 12h às 14h, a prioridade é o descanso e a tranquilidade dos bebês. Isso para favorecer a recuperação dos recém-nascidos em um processo de humanização no tratamento.

A unidade hospitalar pública integra a rede da Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) e é referência em cuidados neonatais. Na hora do soninho, explica a enfermeira neonatal Deyse Carneiro, os bebês não são manuseados, tudo isso para deixá-los mais tranquilos e fazê-los repousar. A ação é um dos procedimentos que pode contribuir para a alta do bebê. A humanização do serviço segue as diretrizes do Ministério da Saúde. 


No horário estabelecido, os profissionais do Centro de Neonatologia do Hospital adequam o local.  Luzes apagadas, ruídos externos e internos são monitorados, bem como a temperatura. Isso porque os pequenos pacientes têm sono leve e precisam ser favorecidos por essas medidas. 

"Todo mundo sabe que o sono é um fator que vai influenciar positivamente tanto no recém-nascido a termo, quanto do recém-nascido pré-termo, que são os prematuros. Só que por conta da internação, eles acabam passando por influências que não contribuem para a qualidade do sono dos bebês. Tanto da equipe medica, da equipe de enfermagem, quanto da fisioterapia. Isso acaba que atrapalha a qualidade do sono dos recém-nascidos", ressalta Deyse. 

Estresse
A psicóloga Sarah Marques Domingues acompanha os bebês e os pais durante o internamento. Ela explica que o ambiente neonatal é estressante, e tem fatores como: luz intensa, ruídos dos equipamentos, realização de procedimentos pelas equipes assistenciais e o pouco contato com os familiares. Nesse período de pandemia, essa distância aumenta ainda mais e pode deixar os recém-nascidos mais cansados.

Sarah também afirmou que a hora do soninho auxilia ainda no desenvolvimento neuropsicomotor e no ganho de peso do bebê. Com os atendimentos virtuais, os pais são informados que o horário reservado ao soninho do bebê é o momento exclusivo para repouso. 

Diário do Nordeste