Elogiado por Bolsonaro, prefeito adotou 'lockdown parcial' para conter crise e esvaziou leitos

Elogiado por Bolsonaro, prefeito adotou 'lockdown parcial' para conter crise e esvaziou leitos


O presidente Jair Bolsonaro anunciou que vai visitar esta semana a cidade de Chapecó (SC) e elogiou a atuação do prefeito João Rodrigues (PSD) por fazer um "trabalho excepcional" no combate à Covid-19. Ontem, porém, Rodrigues disse que o lockdown parcial, criticado por Bolsonaro, contribuiu para amenizar a crise sanitária.

Segundo o prefeito, a medida restritiva deve ser adotada em conjunto com a testagem rápida e orientações médicas para o tratamento mais adequado.

"Tudo contribuiu, desde o lockdown parcial, teste rápido, medicação rápida. Porque senão, como em 30 dias, nós no olho do furacão, viramos o jogo em 30 dias. Foi a maior virada do Brasil. Porque depois de constatada a gravidade, se agravou muito a questão dos leitos de UTI, mas a velocidade com que parou o contágio esvaziou as enfermarias. Estão sobrando leitos à vontade, porque isso foi feito. Essa ação em conjunto é o que nos leva ao sucesso de momento", disse Rodrigues na entrevista ao NSC Total.

Em fevereiro, diante do colapso no sistema de saúde, Chapecó decretou o fechamento do comércio, bares e restaurantes. Também foi determinado o "toque de recolher", que chegou a ser questionado por Bolsonaro em outros estados no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Chapecó, não é atitude minha, acho que é conjunto de todos nós, é um padrão que o país poderia seguir. É um pacote completo, e ele passa por testagem rápida, medicar rapidamente as pessoas com orientação médica. Não é o prefeito que define receita, é o médico que tem que dizer o que a pessoa tem que tomar, se é uma aspirina, se é um… Não importa. É o médico que tem a ciência para isso, mas tem que tratar rapidamente, testagem rápida", afirmou o prefeito de Chapecó em outro trecho.

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