Escolas municipais de Santa Quitéria só retomam presencial com professores vacinados

Escolas municipais de Santa Quitéria só retomam presencial com professores vacinados


A Secretaria de Educação de Santa Quitéria divulgou nesta terça-feira (27), uma nota informando a posição do município em relação ao decreto do Governo do Estado, que autorizou desde segunda passada o retorno das aulas presenciais para alunos até o 9º ano do ensino fundamental. Pela nova regra, as unidades podem receber as turmas com até 40% da capacidade de ocupação.

De acordo com o comunicado, o funcionamento das escolas municipais só se dará após todos os seus profissionais estarem imunizados, bem como os índices de transmissão estiverem reduzidos. "Não iremos colocar em risco a vida dos profissionais, alunos e demais envolvidos", citou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O fato de não haver estrutura para manter todos seguros nas escolas municipais preocupa o Sindicato dos Professores de Santa Quitéria. De acordo com o diretor jurídico Fábio Mesquita, o SINDPROSQ defende que só voltem para a sala de aula com a vacinação concluída, pois dará segurança para os próprios professores, alunos e toda a logística envolvida. “Nós queremos voltar, mas em primeiro lugar voltar com segurança”, disse.

A mesma postura também é adotada pelo Sindicato dos Servidores Públicos. Para a presidente Germana Aragão, o retorno desta forma transformará os locais em matadouros e não descartou que a classe se una a nível de estado em uma possível greve sanitária para defender a vida. “Não houve nenhum investimento nas escolas públicas municipais que garantam uma estrutura de segurança sanitária e o ritmo das vacinações em todo o país segue de forma lenta”, mencionou.

Outros estados já começaram a imunização dos trabalhadores da educação, mas o Ceará ainda não tem previsão. Ontem, a Advocacia-Geral da União se manifestou de maneira contrária à eventual autorização para que se altere a ordem dos grupos prioritários da vacinação contra Covid e inclua a categoria, restringindo esta decisão somente ao Ministério da Saúde no Plano Nacional de Imunizações.