Homem é preso suspeito de matar recém-nascido no interior do Ceará; mãe também é investigada

Homem é preso suspeito de matar recém-nascido no interior do Ceará; mãe também é investigada


A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) prendeu um homem acusado de participação na morte de um recém-nascido, ocorrida no último dia 9 de abril. A prisão aconteceu no dia 17 último, no município de Graça, mesmo município em que o crime aconteceu. A mãe da vítima também é investigada e é procurada pela Justiça. A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) só divulgou o caso nesta quinta-feira, 22.

De acordo com as investigações, o homem, de 43 anos e sem antecedentes criminais, se relacionava com a mãe do bebê há algum tempo. Os dois se conheceram há três anos e se aproximaram nesse período. Nos dias que antecederam à morte do recém-nascido, a mulher, identificada como Antônia Artenilda do Nascimento, de 29 anos, natural de Varjota, foi pedir abrigo ao homem por não ter onde ficar com os dois filhos.

Em depoimento, o suspeito negou que o bebê fosse maltratado, embora chorasse bastante. No dia em que o óbito foi comunicado às autoridades, o homem trabalhava em uma oficina e teria sido chamado às pressas pela companheira, pedindo ajuda com o filho recém-nascido, que estava passando mal. O socorro médico foi chamado, mas a vítima já havia falecido.

A partir de laudo da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), foi constatado que a causa da morte do recém-nascido foi asfixia mecânica por obstrução das narinas e da boca. Além disso, foi detectada uma lesão no crânio no bebê.

De posse das informações, a PCCE solicitou dois mandados de prisão preventiva contra o casal. “Os dois são suspeitos porque eram os únicos que estavam com a vítima”, explicou o delegado Afonso Timbó, titular da Delegacia Municipal de Varjota, que investiga o caso. “Diante das conclusões do laudo, saíram os mandados de prisão para a mãe da criança e para o companheiro com quem ela morava. Prendemos ele, mas precisamos capturar ela”, completou.

Segundo o delegado, Antônia Artenilda já era investigada por negligência nos cuidados com os filhos. “No total, são três processos envolvendo os filhos, um deles é sobre um pedido de destituição familiar, quando os responsáveis descumprem suas responsabilidades diante dos menores”.

O Povo