Lideranças religiosas divergem sobre volta de celebrações presenciais em Santa Quitéria

Lideranças religiosas divergem sobre volta de celebrações presenciais em Santa Quitéria


Durante o período do lockdown, as igrejas ficaram sem realizar celebrações religiosas com público, podendo ser acompanhada de maneira virtual. Os templos só abriam para atendimento individuais de fiéis, que podiam ir até o local para realizar confissões.

As atividades religiosas foram liberadas pelo ministro do STF Kassio Nunes Marques para que fossem realizadas de forma presencial em todo o Brasil, no entanto, o Supremo decidiu dias depois que esta decisão de restrição cabe aos estados e municípios. No Ceará, o retorno foi liberado pelo governador Camilo Santana com 25%, contudo orientou que as celebrações sigam de maneira remota.

De acordo com o pastor da Assembleia de Deus Templo Central, Wilson Lima, as igrejas oferecem o mesmo risco de proliferação da Covid-19 como qualquer outra instituição que já está funcionando no município. Ele ressalta que possui um voto de confiança na reabertura porque 80% das pessoas possuem “bom senso”, no que diz respeito aos cuidados para com com os protocolos sanitários.

Pensando assim, eu vejo que os templos teriam condições de ter suas reuniões presenciais dentro dos critérios que são exigidos pela vigilância sanitária. Isso sem aglomerar e colaborando com o bem-estar da nossa comunidade. A necessidade do público de estar presente dentro de um templo é porque há uma alimentação espiritual e sem essa alimentação as pessoas morrem espiritualmente. Mas agora, existe a necessidade de ser avaliada mediante as possibilidades.

O pastor ainda destaca que de acordo com sua religião, é necessário que o público esteja presente no templo para evitar “mortes espirituais”, por isso, a preocupação com as igrejas fechadas. Contudo, ele reforça também que a reabertura deve ser feita com cautela e que “jamais irá defender uma tese se irá colocar pessoas em risco”. 

Para o pároco de Santa Quitéria, Padre Fábio Nascimento, é necessário manter o cuidado e o zelo para com a comunidade paroquial. “Nossa cidade tem vivenciado uma experiência um tanto quanto difícil com mortes constantes e pensando nisso, nós estamos obedecendo as orientações da Diocese de Sobral”, afirma. O sacerdote também afirma que retomar as celebrações presenciais, podem passar uma falsa mensagem de esperança que a proliferação da Covid-19 diminuiu – o que ainda não é o caso em Santa Quitéria.

Por enquanto, nós entendemos que ainda não é momento adequado para voltarmos. Bem sabemos que quando se fala em voltar, na cabeça de muitas pessoas é como se o vírus não existisse mais. É como se tudo já estivesse normal e não está. Então é até um ato de maturidade voltar aos poucos que é o que nós estamos propondo.

Por fim, Padre Fábio afirma que durante as próximas semanas serão apresentadas novas propostas para inicialmente as celebrações retornarem com poucas pessoas e irem aumentando gradativamente. “A medida que a gente for percebendo que há uma maturidade por parte da comunidade, vamos vendo também como as pessoas estão se comportando e a partir daí que vai aumentando ou não o número de pessoas que poderão participar do ato celebrativo presencial”, finalizou.