Governo do Maranhão autua Bolsonaro por causar aglomeração durante viagem

Governo do Maranhão autua Bolsonaro por causar aglomeração durante viagem


O presidente Jair Bolsonaro foi autuado nesta 6ª feira (21) pela Superintendência de Vigilância Sanitária do Maranhão depois de ter provocado aglomerações durante visita de dois dias ao Estado. Bolsonaro esteve no estado maranhense nesta 6ª feira (21) para a entrega de títulos de propriedade rural. Na 5ª feira (20), inaugurou uma ponte. Ao longos dos dois dias, o chefe do Executivo foi visto sem máscara cumprimentando apoiadores na chegada e saída dos eventos, além de ter feito “paradas não programadas” em cidades, fora da agenda oficial.

No auto de infração sanitária, é citado que o presidente descumpriu a “obrigação do uso de máscara como medida farmacológica”, prevista em decreto. Outro motivo apontado foi “promover, em evento da presidência da República, aglomerações sem controle sanitário com mais de 100 pessoas”.

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Desde o dia 17 de maio, é permitido no estado realizar de eventos com no máximo 100 pessoas até às 23h. A medida vale até 31 de maio. O documento indica que Bolsonaro violou o limite de pessoas permitido ao promover a cerimônia em Açailândia de entrega de títulos rurais nesta 6ª feira. O presidente terá 15 dias para apresentar defesa ou uma impugnação ao auto.

Campanha
Mais cedo, o presidente do PC do B no Maranhão, Márcio Jerry, disse em suas redes sociais que iria acionar o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e a Procuradoria Regional Eleitoral contra Bolsonaro. Ao Poder360, o Jerry afirmou que o motivo seria propaganda eleitoral antecipada em um evento institucional realizado com dinheiro público. Jerry é deputado federal licenciado e secretário de Cidades e Desenvolvimento Urbano do governo estadual.

“Já anunciei que vou representar porque o Bolsonaro cometeu um delito, é óbvio. Em um evento oficial do governo, ele fez propaganda negativa de adversários. Transformou um palanque institucional em palanque eleitoral”, afirmou em entrevista. “Tem carnaval fora de época e tem campanha fora de época. Campanha fora de época é crime”, disse.

Em sua passagem pelo estado, Bolsonaro reforçou as críticas ao governador Flávio Dino. Chegou a chamá-lo de “comunista gordo”. O governador reagiu nas redes sociais: “Não tenho tempo para molecagens, cercadinhos e passeios com dinheiro público”, escreveu. 

Poder360