Operação mira desarticular organização criminosa que contava com apoio de policiais no Ceará

Operação mira desarticular organização criminosa que contava com apoio de policiais no Ceará


O Ministério Público do Estado do Ceará, por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco), deflagrou nesta quinta-feira, 27,  a 3ª fase da Operação Gênesis para desarticular uma organização criminosa formada por integrantes de facções e policiais militares.

Ao todo, foram expedidos 26 mandados de prisão preventiva e de busca e apreensão, sendo 21 contra integrantes de organizações criminosas (oito já recolhidos ao sistema penitenciário estadual) e cinco contra policiais militares do Ceará em Fortaleza e em Caucaia. Esta fase da operação conta com o apoio da Coordenadoria Integrada de Planejamento Operacional (Copol), da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), e da Secretaria de Administração Penitenciária do Estado (SAP).

De acordo com as diligências realizadas pelo Gaeco com apoio técnico da Inteligência da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (Coin), uma facção criminosa de atuação nacional, aqui representada por líderes locais, uniu-se a outras organizações criminosas de menor porte, todas com atuação no bairro Bom Jardim, em Fortaleza, e adjacências, com o intuito de incrementar o tráfico de drogas.

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O grupo também é apontado pela prática de outros crimes, como homicídios, corrupção ativa, lesões corporais, ameaças, lavagem de dinheiro, associação para o tráfico, etc. O esquema delituoso contava com a participação de policiais militares, cuja atuação ou omissão dava sustentação aos crimes. Eles se ocupavam em retirar qualquer obstáculo ao funcionamento das atividades ilícitas perpetradas pelos grupos criminosos, sempre em troca de vantagem financeira.

A investigação teve início no final do ano de 2016, com o objetivo de desvendar as ações delituosas de grupos ligados a organizações criminosas, responsáveis pelo tráfico de drogas e armas, assaltos e homicídios na capital cearense e região metropolitana. Durante a investigação, foi possível identificar o envolvimento de traficantes com policiais, que se estruturaram de forma organizada para realizar vários crimes.

A organização criminosa era integrada, em sua maioria, por agentes e ex-agentes de segurança pública do Estado, além de pequenos e médios traficantes locais. Juntos, eles praticaram uma série de graves infrações penais, notadamente o crime de extorsão, organização criminosa, comércio ilegal de arma de fogo e outras condutas correlatas.

Os alvos dos policiais eram cuidadosamente escolhidos entre traficantes com considerável poder aquisitivo ou que já tinham alguma passagem pela polícia, o que facilitava as exigências, as abordagens e o alcance das vantagens almejadas pelo grupo. Os agentes públicos tinham acesso ao sistema de informações da Polícia para selecionar as “vítimas” e planejar as ações.

Focus.jor