Caso Lázaro: operação efetua duas prisões por indícios de ajuda nas fugas

Caso Lázaro: operação efetua duas prisões por indícios de ajuda nas fugas


Duas pessoas suspeitas de terem ajudado Lázaro Barbosa de Sousa, autor da chacina de uma família em Ceilândia no último dia 9, foram presas por agentes da megaoperação de busca pelo criminoso, conhecido como "serial killer do DF". De acordo com o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, é considerada a possibilidade de os suspeitos também serem "psicopatas", reiterando o perfil traçado para Lázaro. Também foram apreendidas duas armas de fogo e munição, incluindo uma garrucha furtada de uma das propriedades em Cocalzinho. A linha de investigação sobre ajuda ao fugitivo é considerada desde a semana passada.

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Na nossa cabeça, não era possível um sujeito desse ter essa habilidade toda sem ter apoio. A gente vinha desconfiando disso desde o início: que ele tinha apoio para fugir. Ontem nós já iniciamos algumas prisões. E hoje nós prendemos já duas pessoas que estavam auxiliando ele. Dois psicopatas provavelmente. Porque para ajudar psicopata tem que ser psicopata. Estavam auxiliando ele nas fugas e, principalmente, a se esconder da ação policial. Quem facilita a vida de foragido comete crime.

O secretário informou ainda que a dupla será investigada como coautora de sete crimes dos quais o fugitivo é suspeito, entre eles latrocínios e assassinatos. Ambos serão autuados em flagrante por porte ilegal de arma de fogo e por facilitação.

Os presos foram interrogados previamente e prestaram informações contraditórias, até que admitiram as tentativas de colaboração com o foragido. Há indícios de que há mais envolvidos em ajuda Lázaro a fugir do cerco policial. Ele é procurado há 16 dias. Miranda contou que Lázaro foi avistado por um morador nesta quinta-feira próximo a uma casa onde ele estava se escondendo.

Rodney Miranda admitiu pela primeira vez a possibilidade de Lázaro ter escapado do cerco policial com mais de 200 agentes nos arredores de Cocalzinho de Goiás. Mas para o secretário, a chance de isso ter acontecido é pequena.

— Pode ser que ele tenha saído? Pode ser. Mas a probabilidade é pequena por tudo que estamos trabalhando aqui — afirmou. — Eles não conseguiram fugir por causa dos nossos bloqueios — acrescentou o secretário.

O Globo