Ex-governador do Rio é condenado a mais de 98 anos de prisão

Ex-governador do Rio é condenado a mais de 98 anos de prisão


O ex-governador do Rio, Luiz Fernando Pezão foi condenado a 98 anos, 11 meses e 11 dias pelos crimes de corrupção passiva, ativa, organização criminosa e lavagem de dinheiro. A decisão, desta sexta-feira (4/6), é do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal.

Outras 10 pessoas, entre elas o ex-governador Sergio Cabral, também foram condenados. Cabral está preso desde novembro de 2019. Todos os condenados terão que dividir o pagamento de uma indenização de R$ 39,1 milhões, que representa o equivalente à propina recebida pelo grupo. O valor será revertido à União.

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Pezão poderá recorrer da sentença em liberdade. A decisão de Bretas foi com base na operação Boca do Lobo. De acordo com as investigações, Pezão comandou esquema de corrupção quando ainda era secretário de Obras e continuou no comando quando foi vice-governador de Cabral e seguiu até quando assumiu o cargo de governador.

“Em período compreendido entre 03/2007 a 03/2014, Pezão, no exercício das funções de secretário de obras e vice governador e em razão desses cargos públicos, recebeu de Sérgio Cabral Filho, por 84 vezes, vantagens indevidas consistente no pagamento de dinheiro, em espécie, de origem ilícita”, diz trecho da decisão.

De 2007 a 2014, Cabral pagou R$ 150 mil, por mês, a Pezão. Isso ainda incluída um 13º salário como uma remuneração por integrar a organização criminosa. Pezão teria recebido ainda, como governador, R$ 11,4 milhões da Federação das Empresas de Transportes de Passageiros do Estado do Rio de Janeiro (Fetranspor). Sérgio Cabral foi condenado a 32 anos, nove meses e cinco dias de prisão pelos crimes de corrupção ativa e lavagem de dinheiro.

Em nota, o ex-governador se diz perplexo com a decisão. “A sentença é calcada em mentiras de delatores condenados que visam a benefícios e redução das penas. Cabe ressaltar que todos os empresários ouvidos sob juramento afirmam que o governador nunca pediu nenhuma vantagem indevida. Tais testemunhos foram estranhamente ignorados pelo juízo”, afirmou. Pezão já acionou os advogados para recorrer da sentença e “confia que os Tribunais superiores vão anular esta condenação espúria e restabelecer finalmente a verdade”, continuou.

Metrópoles