Carreiras: o que se estuda em um curso de advocacia?

Carreiras: o que se estuda em um curso de advocacia?


A área do direito é uma das mais prestigiadas no país, com muitos estudantes sonhando em seguir carreira jurídica. A procura é tanta que o Brasil aparece como o líder do ranking de faculdades que ofertam este curso e cada vez mais alunos ingressam nas instituições de ensino em busca de uma formação especializada.

Mas você sabe o que estuda um aluno de direito e tudo o que ele tem de fazer para começar a atuar profissionalmente? É claro que além das aulas e dos trabalhos há o famoso TCC, com todas as suas regras (confira dicas como modelo pronto de sumário, normas ABNT, diferentes tipos de trabalho e mais), mas essa é apenas a última etapa de uma longa jornada.

O que estuda um aluno de direito?

E ela começa quando o aluno entra na faculdade de direito, sendo muito mais abrangente do que apenas estudar leis. Tanto que durante todo o primeiro ano as aulas são multidisciplinares, com filosofia, sociologia, psicologia, ciência política e introdução ao direito.

Além do direito brasileiro, o aluno aprende sobre o direito romano, que foi a base para a construção de muitos conjuntos de leis que utilizamos até hoje. Tem também aulas de português jurídico para começar a entender a linguagem da área.

Isso é importante porque o curso de direito não é uma ciência exata e conhecer sobre política e como a sociedade brasileira funciona é primordial para se exercer a profissão de forma digna, afinal, nem sempre estamos presos à leitura fria da lei.

Normalmente, a partir do segundo ano se iniciam os estudos específicos sobre o direito em várias elas (e quando cada uma dessas aulas é aplicada pode variar de acordo com a instituição). A seguir, veja uma lista das aulas mais comuns que são lecionadas:

  • Direito Civil
  • Direito Penal
  • Direito Tributário
  • Direito Empresarial
  • Direito do Trabalho
  • Direito Processual
  • Direito Internacional
  • Direito Eleitoral

Já na reta final começam aulas mais práticas, como as aulas de Prática Jurídica (cível, penal, trabalhista). Além da produção do TCC para habilitar o aluno a seguir em frente em sua carreira.

Quais são as áreas profissionais que alguém formado em direito pode seguir?

Advocacia
A primeira carreira que vem à mente quando se estuda Direito é a de advogado/advogada. É a que a maioria dos estudantes segue, mas ela não é a única possibilidade. Aqueles que se interessarem por representar pessoas e empresas perante à lei, cuidar de contratos, negociações, acordos e muito mais devem seguir por este caminho.

E o que faz um advogado? Dependendo do setor e para quem um advogado trabalha, as funções do dia a dia podem variar bastante, sendo quase duas rotinas completamente diferentes, por isso o mercado é tão amplo. Em todas elas, o advogado precisa de algumas habilidades em comum.

Boa capacidade de argumentação, bom senso, perfil analítico, excelente relação interpessoal, extroversão, poder de persuasão, gostar de ler, escrever e pesquisar e apreço às regras são apenas alguns requisitos básicos.

Magistratura
Os magistrados são aqueles que atuam na estrutura do Poder Judiciário do Brasil em três diferentes classes: Juízes de Tribunais locais, Desembargadores e Ministros dos Tribunais Superiores. Todos são servidores públicos, ou seja, profissionais concursados que servem ao Estado brasileiro.

Se os advogados são aqueles que representam, os magistrados são os responsáveis por conduzir um processo legal e aplicar o Direito após o julgamento. A magistratura é um poder independente e autônomo dentro do processo, não atuando com acusação ou defesa em hipótese alguma.

Quem está começando na área tem cinco esferas para trabalhar: juiz estadual, juiz federal, juiz eleitoral, juiz do trabalho e juiz militar. Cada uma dessas funções têm semelhanças, diferenças e atua em casos distintos, garantindo que haja equilíbrio de poder em busca de justiça.

Existem também os desembargadores, espécie de juízes de segunda instância. Entre suas atribuições está a de rever decisões de juízes de primeira instância e até mudá-las se entender que assim é necessário.

Por fim, aparecem os juízes dos Supremos Tribunais. Eles são responsáveis pelo “último julgamento” do caso. Uma vez que uma decisão de um juiz passou pela revisão do desembargador, ela pode passar pela de um juiz de “terceira instância”. Quando eles definem uma sentença, não há mais onde recorrer na Justiça brasileira, sendo esta a definitiva.