Casal é preso suspeito de espancar crianças

Casal é preso suspeito de espancar crianças


A mãe e o padrasto presos, por suspeita de tortura e tentativa de homicídio contra os dois filhos da mulher, no município de Cristalina, no Entorno do Distrito Federal, tiveram a prisão preventiva decretada nesta quinta-feira (8/7), após audiência de custódia. As crianças seguem internadas em unidade de terapia intensiva (UTI) no Hospital de Base de Brasília (HBDF), ao menos uma dela em estado grave.

De acordo com informações da Polícia Civil de Goiás (PCGO), o casal foi preso em flagrante na terça-feira (6/7). Segundo Campestrini, a mãe levou a criança mais nova, de um ano e 11 meses, a uma unidade de saúde do município em busca de atendimento médico, alegando que ela havia caído do carrinho. No entanto, o plantonista suspeitou das lesões, questionou a mulher e acionou a Polícia Militar.

A mulher foi conduzida pela PM à delegacia e o padrasto foi encontrado escondido em uma casa no mesmo bairro onde mora. Conforme explicação do investigador, eles preferiram ficar em silêncio durante o depoimento e até a tarde desta quarta-feira (7/7), não apresentaram advogado de defesa.

De acordo com o delegado Júlio Campestrini, responsável pelo caso, a criança de três anos foi localizada pela Conselho Tutelar, com a mãe do padrasto. O órgão fez o encaminhamento ao hospital e a própria criança teria relatado a agressão sofrida por parte da mãe e do companheiro dela.

Conforme Campestrini, a mãe e o padrasto das crianças promoveram uma verdadeira tortura contra eles. “Atuando em conjunto e em contextos fáticos distintos, [eles] promoveram uma verdadeira tortura contra as crianças, várias lesões corporais, com a finalidade de infringir e isso caracteriza o crime de tortura. Em dado momento, optaram por agredir tanto essa criança de um ano e 11 meses que chegaram muito perto de produzir o resultado morte”, afirmou o delegado.

“Chama a atenção o fato de que o padrasto, preso em flagrante, usava um chinelo com solado condizente com as lesões que foram produzidas no dorso do bebê de um ano e 11 meses. Uma situação horrenda que causa repugno até nos agentes de segurança pública, muitas vezes acostumados a lidar com situações de violência, mas essa situação choca qualquer um”, completou Campestrini.

Metrópoles