Cearense realiza campanha para conseguir R$ 250 mil e fazer tratamento contra câncer raro

Cearense realiza campanha para conseguir R$ 250 mil e fazer tratamento contra câncer raro


O cearense Eberth Melo, de 35 anos, luta contra um tipo raro de câncer na base do crânio: o Cordoma de Clivus, com cerca de 4,8 centímetros. Para contar aos filhos, Bernardo, de 2 anos, e Miguel, de 9 anos, Eberth disse que tinha uma limão na cabeça.

Na luta pela vida, o cearense anda fazendo tudo que está a seu alcance: perdendo peso para a cirurgia, tendo acompanhamento médico no SUS, contando com o apoio de amigos. Para isso, foi criada uma campanha solidária na internet, a fim de arrecadar R$ 250 mil para o tratamento contra o câncer.

Para realizar o procedimento no Hospital Geral de Fortaleza (HGF), Eberth precisa perder 20 quilos em dois meses, contando a partir do dia 14 de julho. Assim, sua cirurgia deve acontecer em setembro deste ano. Trata-se de uma cirurgia invasiva, de alto risco e que pode levar até 12 horas.

Um mês após a cirurgia, Eberth precisará de um tratamento de protonterapia, que é realizado apenas fora do Brasil. Este tratamento custa entre R$ 250 mil reais a R$ 350 mil reais, a depender do tamanho do tumor que ainda restar após a cirurgia, fora os custos de passagens e hospedagem.

O que é o Cordoma de Clivus?
Trata-se de um câncer situado em uma região nobre na base do crânio, devido à presença de vários nervos. Raro, esse tumor exige abordagem minuciosa: uma pequena falha na cirurgia pode significar sequelas expressivas. Não há uma idade mais comum para a manifestação da doença: pode aparecer em crianças, adultos e idosos. Outra característica que a difere de vários cânceres é o fato de ser um tumor de crescimento local, não representando risco de cair na corrente sanguínea e se espalhar. Se houver uma recidiva, será no mesmo local.

O que é a protonterapia?
A protonterapia utiliza feixes de prótons no tratamento do câncer. Uma de suas vantagens é a precisão do feixe, o que diminui irradiação em regiões vizinhas ao tumor, se comparada com a radioterapia convencional, por exemplo. Desta forma, a técnica tem sido mais utilizada em tumores delicados, como oculares e infantis. Na radioterapia, Eberth corre risco de ter sequelas, já que se trata de um câncer na cabeça, além de a eficácia ser 30% menor que a da protonterapia.

Repórter Ceará