Mais de 2 anos após tragédia, locomotiva é encontrada durante buscas por desaparecidos em Brumadinho; veja o vídeo

Mais de 2 anos após tragédia, locomotiva é encontrada durante buscas por desaparecidos em Brumadinho; veja o vídeo


O Corpo de Bombeiros localizou nesta quinta-feira (1º) uma locomotiva durante o trabalho de buscas por desaparecidos em Brumadinho, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Segundo a corporação, ainda não há informações sobre vítimas dentro do veículo que pertencia à MRF e prestava serviços para a Vale. "A locomotiva é uma peça importante dentro do desastre. Embora não esteja associada a nenhuma das joias faltantes, representa um importante avanço na inteligência e acurácia do nosso modelo preditivo, e por consequência, na localização das demais vítimas", informou.

A composição estava sob uma profundidade de 15 metros e foi encontrada a cerca de um quilômetro e meio do ponto inicial do rompimento da barragem. Agora, as buscas seguem no entorno da locomotiva. Ainda de acordo com o Corpo de Bombeiros, até março de 2021, 3.913 militares já atuaram, em revezamento, em atividades de campo, coordenação e de saúde em Brumadinho. As buscas tinham sido interrompidas em março por causa da pandemia, mas foram retomadas no dia 12 de maio.

A barragem de Córrego do Feijão, da Vale, se rompeu em 25 de janeiro de 2019, e matou 270 pessoas. Dez corpos ainda não foram localizados. Cerca de 11,7 milhões de metros cúbicos de rejeitos vazaram após o rompimento da estrutura, gerando destruição e danos à comunidades e ao meio ambiente de Brumadinho e de outras cidades da calha do rio Paraopeba.

Identificação vítimas
A vítima da tragédia identificada mais recente foi em 27 de maio deste ano. Segundo a Polícia Civil, Renato Eustáquio de Sousa, de 34, era soldador na mineradora. A identificação foi feita através de um fragmento do fêmur encontrado em 14 de janeiro deste ano. Após a localização, ele foi encaminhado ao Instituto Médico-Legal (IML), na capital mineira, onde passou por triagem. Cerca de duas semanas depois, foi enviado para o laboratório de DNA do Instituto de Criminalística.

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