Mulher de 90 anos morre depois de contrair duas variantes do coronavírus

Mulher de 90 anos morre depois de contrair duas variantes do coronavírus


Uma mulher de 90 anos morreu depois de contrair, simultaneamente, duas variantes do coronavírus na Bélgica. A idosa foi infectada pela variante alfa (descoberta no Reino Unido) e a beta (descoberta na África do Sul), as duas consideradas como “de preocupação”. Pesquisadores belgas apresentaram um relatório do caso no Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, realizado on-line de 9 a 12 de julho de 2021. É o 1º caso documentado do tipo.

O caso aconteceu em março de 2021. De acordo com o relatório, a mulher foi internada no Hospital OLV na cidade belga de Aalst depois de ter caído, no dia 3 daquele mês. Ela foi diagnosticada com covid no mesmo dia. Inicialmente, não apresentava sinais de desconforto respiratório e tinha boa saturação de oxigênio. No entanto, a paciente desenvolveu sintomas respiratórios que pioraram rapidamente e morreu 5 dias depois.

Ela não estava vacinada e os médicos avaliam que é provável que tenha sido infectada por duas pessoas diferentes. “Este é um dos primeiros casos documentados de coinfecção com duas variantes preocupantes do SARS-CoV-2”, diz a autora principal e bióloga molecular Dra. Anne Vankeerberghen do Hospital OLV. “Ambas estas variantes estavam circulando na Bélgica na época, portanto é provável que a senhora tenha sido coinfectada com vírus diferentes de duas pessoas diferentes. Infelizmente, não sabemos como ela foi infectada”.

De acordo com Vankeerberghen não é possível dizer se a dupla infecção desempenhou algum papel na rápida piora do quadro da paciente. Segundo a cientista, outros casos como esse já foram detectados, mas este é o 1º oficialmente documentado. Cientistas brasileiros já haviam relatado casos de pessoas infectadas simultaneamente com 2 tipos de coronavírus. Mas, de acordo com o comunicado do Congresso Europeu de Microbiologia Clínica e Doenças Infecciosas, o estudo ainda não foi publicado em uma revista científica.

“Até o momento, não houve outros casos publicados. Entretanto, a ocorrência global deste fenômeno é provavelmente subestimada devido aos testes limitados de variantes preocupantes e à falta de uma maneira simples de identificar coinfecções com sequenciamento de genoma”, afirmou.

Poder 360