Prefeito de Pentecoste é condenado por aplicar golpes bancários em idosos

Prefeito de Pentecoste é condenado por aplicar golpes bancários em idosos


O prefeito de Pentecoste, João Bosco (PDT), a primeira-dama Maria Clemilda Pinho de Sousa, e outras seis pessoas foram sentenciadas por aplicar golpes bancários em idosos do município. Cinco pessoas foram condenadas e três absolvidas. A decisão foi proferida nesta quinta-feira (29), na Vara Única da Comarca de Pentecoste.

Foram condenados Maria da Conceição de Sousa, Moisés da Silva Soares e Pedro Hermano Pinho Cardoso, que é ex-vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Pentecoste. Igor de Castro e Silva Marinho, José Elierto Correia Celestino e Maria Clara Rodrigues Pinho foram absolvidos. Todos os citados eram alvos da Operação Caixa 2, do Ministério Público do Ceará (MPCE), que tinha o intuito de apurar financiamento ilegal na campanha do prefeito João Bosco, em 2016. A sentença foi assinada pelo juiz Wallton Pereira de Souza Paiva.

A pena aplicada para o prefeito João Bosco, em primeira instância, que é de um ano e oito meses de reclusão, pode ser substituída por duas restritivas de direito. A primeira é a de prestação de serviços à comunidade, em especial ambiente de atendimento e amparo à pessoa idosa, que se deve realizar à razão de uma hora por dia. Enquanto a segunda é o pagamento de um salário-mínimo para cada uma das vítimas incluídas na ação penal.

Para a primeira-dama, que também é ex-secretária de administração e finanças do município, a pena aplicada foi cinco anos e quatro meses de reclusão, com regime inicial no semiaberto detenção por um mês e cinco dias e 413 dias-multa. O ex-vereador, Pedro Hermano, foi condenado a pena de cinco anos e três meses de reclusão.

Maria da Conceição de Sousa foi condenada a cinco anos de reclusão e Moisés da Silva Soares a três anos e quatro meses, com pena substituída, assim como para o prefeito.

Segundo o MPCE, a prática criminosa consistia em uma série de estelionatos em idosos, por meio de empréstimos e adiantamentos de 13º salários sem autorização. Uma das participantes do crime, Maria da Conceição de Sousa, foi presa após denúncias das vítimas. A mulher, então, forneceu à Promotoria de Justiça de Pentecoste uma série de fotos e vídeos, através de colaboração premiada, apontando a participação das autoridades municipais no esquema criminoso.