Santa Quitéria nega ter aplicado vacina vencida e Ceará alega erro de registro nas embalagens

Santa Quitéria nega ter aplicado vacina vencida e Ceará alega erro de registro nas embalagens


Municípios negam terem aplicado doses vencidas de vacinas contra a covid-19. Os esclarecimentos sobre o caso foram apresentados após a Folha de S. Paulo publicar uma matéria que denunciava a suposta utilização de imunizantes fora da validade em 1.532 cidades do país. 

Ceará alega erro de registro nas embalagens 
O Portal A Voz de Santa Quitéria procurou a Secretaria de Saúde do município para mais esclarecimentos. Em resposta, foi encaminhada a nota da Secretaria de Saúde do Estado - Sesa, informando que não foram distribuídas vacinas fora da validade. 

A Sesa confirma que recebeu dois lotes de imunizantes contra o coronavírus citados na matéria da Folha de S. Paulo, mas que tem distribuído os imunizantes a todos os 184 municípios no prazo, com logística desenvolvida pelo estão por meio de aviões, helicópteros e caminhões. 

De acordo com o governo cearense, o Ministério da Saúde informou que houve um erro na embalagem das doses das vacinas AstraZeneca e apesar de serem encaminhadas direto do laboratório produtor ao estado, nas embalagens primária e secundária consta o vencimento.

Nota do Ministério da Saúde
O Ministério da Saúde informou que não fez entrega de vacinas vencidas aos estados. Em nota enviada nesta sexta-feira (02), a pasta diz que acompanha rigorosamente todos os prazos de validade das vacinas Covid-19 recebidas e distribuídas pelo ministério.

"Conforme pactuado com Conass e Conasems, as doses entregues para as Centrais Estaduais devem ser imediatamente enviadas aos municípios pelas gestões estaduais. Cabe aos gestores locais do SUS o armazenamento correto, acompanhamento da validade dos frascos e aplicação das doses, seguindo à risca as orientações do Ministério", consta em nota.

Além disso, a orientação do Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO), caso alguma vacina seja administrada após o vencimento, essa dose não deverá ser considerada válida, sendo recomendado um novo ciclo vacinal, respeitando um intervalo de 28 dias entre as doses. O vacinado deverá ser acompanhado pela Secretaria de Saúde local.