Agentes Populares de Saúde do Campo garantem atendimento à famílias de assentamentos de Santa Quitéria

Agentes Populares de Saúde do Campo garantem atendimento à famílias de assentamentos de Santa Quitéria


Imagine você estar no meio do semiárido, longe de uma Unidade Básica de Saúde (UBS), com pouco suporte da rede de internet em plena pandemia da covid-19 e, nesse caos, ter a saúde acompanhada por um grupo de voluntários da comunidade que conta com o apoio de um aplicativo. Esta é a realidade de diversas famílias dos assentamentos da reforma agrária em Santa Quitéria e outras quatro cidades do Ceará.

Percebendo a fragilidade dos territórios onde o Sistema Único de Saúde (SUS) chega com mais dificuldades, um grupo de voluntários formado por mulheres e homens dos assentamentos que conhecem a realidade das comunidades, assumiram o desafio de traduzir o que era a pandemia e os cuidados necessários para o controle da doença, criando assim os Agentes Populares de Saúde do Campo.

A iniciativa, em funcionamento desde 2020, realiza parceria com a Rede Nacional de Médicos e Médicas Populares (RNMMP). Em suas ações, ficam responsáveis não só por atender pessoas com difícil acesso à saúde, como por formar agentes populares capazes de atuar na região.


As pessoas voluntárias foram em busca de orientação técnica junto à Rede e à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) para entenderem o que era a doença, como ela se manifesta e os cuidados para evitar a contaminação pelo vírus.

Por meio da coleta de dados, via aparelho de celular, os agentes populares conseguem monitorar a situação da saúde, as condições socioeconômicas e de infraestrutura dessas famílias e das comunidades. Esses dados expressam os problemas e potencialidades de cada localidade, embasando assim as equipes e as comunidades na cobrança por políticas e serviços públicos.

Com informações do Brasil de Fato Ceará