Fiocruz Ceará rebate divulgação de mutação 'Gama-plus' e diz que não há evidências de sublinhagem causar Covid com maior gravidade

Fiocruz Ceará rebate divulgação de mutação 'Gama-plus' e diz que não há evidências de sublinhagem causar Covid com maior gravidade

 

O coordenador geral da Rede Fiocruz de Vigilância Genômica no Ceará, Fábio Miyajima, afirmou, nesta sexta-feira (13), que não procede o termo "Gama-plus" para se referir a uma das mutações do coronavírus, e não há, inicialmente, motivos para alarde sobre tal mutação. Segundo o especialista, o vírus é denominado oficialmente de P.1.7 e não há consideração científica em denominá-la de "Gama-plus".

Além disso, Miyajima afirma que foram identificadas dezenas de amostras de sublinhagens da variante Gama (P.1), identificada inicialmente em Manaus, em 2020, as quais estão sendo monitoradas, mas ainda não há indícios científicos ou epidemiológicos de que elas causam quadros mais graves de Covid-19.

A Rede Dasa, um grupo de hospitais particulares, publicou um relatório, nesta quinta-feira (12), afirmando que foram identificadas 11 amostras com a chamada mutação "gama-plus"; uma delas seria de um paciente do Ceará. A Dasa, por meio do Projeto Genov, afirma que "a denominação “plus” tem sido utilizada consensualmente em todo o mundo pela comunidade científica para nomear mutações em posições relevantes do genoma do vírus, a exemplo do que acontece com a Alpha-plus, Delta-plus".


G1