Fiocruz monitora 40 casos suspeitos da variante Delta do coronavírus no Ceará

Fiocruz monitora 40 casos suspeitos da variante Delta do coronavírus no Ceará


A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) no Ceará recebeu, até a noite desta quarta-feira, 4, ao menos 40 amostras de pacientes com Covid-19 que podem ter sido infectados pela variante Delta da doença. Segundo a instituição informou, os casos envolvem viajantes que estiveram recentemente no Rio de Janeiro e em São Paulo (cidades com transmissão comunitária da cepa), além de seus contactantes. As infecções foram confirmadas pelo Centro de Testagem do Aeroporto Internacional de Fortaleza, que monitora diariamente a chegada de passageiros de regiões onde já há casos confirmados da variante originária da Índia.

As amostras dos pacientes foram enviadas pela Secretaria da Saúde do Ceará (Sesa) à Rede Genômica da Fiocruz, que realiza exames de sequenciamento genético em parceria com o Centro de Hematologia e Hemoterapia do Ceará (Hemoce) e o Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen). O processamento especifica, com precisão, o perfil de mutações e o tipo de linhagem do vírus nas amostras analisadas. A previsão é que os resultados sejam divulgados até a próxima semana.

Nesta terça-feira, 3, subiu para seis o número de casos confirmados da variante Delta no Ceará. Foram dois novos infectados, uma mulher de 22 anos, moradora de Jaguaretama, e um homem de 20 anos residente em Ipueiras. Ambos testaram positivo para a Covid-19 logo após desembarque no terminal aeroportuário da Capital cearense, depois de chegarem do Rio de Janeiro. No dia 29 de julho, outros quatro casos da mesma cepa já haviam sido confirmados no Estado.

Segundo a Sesa, a Vigilância Epidemiológica do Ceará e as Secretarias Municipais de Saúde monitoram de forma conjunta todos viajantes que tiveram confirmação da variante originária da Índia, além de seus contatos mais próximos. A pasta recomenda quarentena de 14 dias para os passageiros e tripulantes de voos em que houve identificação de casos da Covid-19 nos últimos dias.

Desde julho, após a confirmação do primeiro caso da variante Delta no Brasil, passageiros que desembarcam em Fortaleza provenientes do exterior ou dos estados de São Paulo e do Rio de Janeiro são submetidos a testes rápidos e exames de RT-PCR logo após a aterrissagem das aeronaves. Os exames são aplicados de forma aleatória em 20% dos viajantes. Quando o resultado é positivo para Covid-19, além da recomendação de isolamento social, as amostras são encaminhadas para a Fiocruz-CE, que realiza o sequenciamento dos genomas para identificar a linhagem do vírus.

Com o monitoramento e rastreamento constantes dos casos confirmados e suspeitos da delta no Ceará, a Sesa quer evitar a disseminação da variante no Estado. A cepa gera uma preocupação a mais nas autoridades sanitárias devido à sua rápida transmissibilidade e um maior potencial letal.

O POVO