PM é espancado no Ceará após ser confundido com um integrante de facção criminosa

PM é espancado no Ceará após ser confundido com um integrante de facção criminosa

Um policial militar foi espancado e ameaçado de morte na última terça-feira, 24, após ser confundido com um integrante de uma facção criminosa rival a dos agressores. O caso aconteceu por volta das 13h10min, no bairro Álvaro Weyne, em Fortaleza, quando o agente foi surpreendido por várias pessoas, sendo rendido e agredido até desmaiar. Quatro pessoas foram identificadas e presas. O caso é investigado pela 11ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

Na quinta-feira, 25, os envolvidos tiveram a prisão em flagrante convertida para preventiva. Além das agressões, os suspeitos também roubaram a motocicleta, a arma de fogo e o aparelho de telefonia móvel do policial militar. Tanto o veículo quanto a arma eram de posse da Polícia Militar do Estado do Ceará (PCCE).

“Chutes, socos, pauladas, punhaladas, ameaçando-o de morte durante a sessão de espancamento, pontuando que a violência foi tão extrema que o lesado chegou a desmaiar enquanto era agredido”, afirma a decisão judicial da 17ª Vara Criminal - Vara de Audiências de Custódia que reverteu a prisão em preventiva.

O motivo das agressões e ameaças seria porque os suspeitos acharam que o policial militar seria membro de grupo criminoso rival ao que os suspeitos seriam integrantes e/ou simpatizantes.

O representante do Ministério Público (MPCE) manifestou-se pela conversão da prisão em flagrante dos autuados em prisão preventiva. Os suspeitos, identificados como Thalys Gabriel Antunes Ferreira, Emerson Tiago Anselmo, José Expedito Lima Lopes e Fabiana Cassimira Costa da Silva devem continuar presos. Todos os autuados são réus primários sem processos judiciais contra eles no âmbito criminal.

As defesas dos suspeitos, por sua vez, pediram pela liberdade dos autuados, com ou sem imposição de medidas cautelares alternativas à prisão. Foi pedido ainda que a prisão da mulher presa fosse convertida em domiciliar por ela ser mãe de uma criança de 12 anos. O pedido não foi atendido pela gravidade da participação dela no crime, que teria sido, de acordo com os autos da decisão judicial, a de desferir pauladas na vítima.

Entretanto, a Promotoria do Centro de Apoio Operacional da Infância e Juventude foi oficializada para que medidas judiciais cabíveis sejam tomadas em relação ao filho da suspeita. 

O povo