Bolsonaro sobre discurso na ONU: “Verdades que desesperam”

Bolsonaro sobre discurso na ONU: “Verdades que desesperam”

 

O mandatário também voltou a defender o tratamento precoce contra a Covid-19, que consiste no uso de medicamentos sem eficácia cientificamente comprovada contra a doença.

“Desde o início da pandemia, apoiamos a autonomia do médico na busca do tratamento precoce, seguindo recomendação do nosso Conselho Federal de Medicina. Eu mesmo fui um desses que fez tratamento inicial. Respeitamos a relação médico/paciente na decisão da medicação a ser utilizada e no seu uso off-label [fora do que prevê a bula]. Não entendemos por que muitos países, juntamente com grande parte da mídia, colocaram-se contra o tratamento inicial. A história e a ciência saberão responsabilizar a todos”, disse Bolsonaro.

Vacinação

O presidente ainda falou em uma “ameaça socialista” e frisou que não é a favor da exigência de comprovação de vacinação contra a Covid-19. Bolsonaro está apto a receber o fármaco contra a doença desde abril deste ano, mas vem afirmando que só fará isso após o último brasileiro ser imunizado.

“Todo mundo já tomou vacina no Brasil? Depois que todo mundo tomar, eu vou decidir meu futuro”, pontuou o chefe do Executivo federal, na quinta-feira (16/9), em transmissão pelas redes sociais.

Segundo levantamento feito pelo Metrópoles, Bolsonaro está entre os 60 chefes de governo dos países integrantes da ONU que não informaram, oficialmente, se foram vacinados contra a Covid-19.

Durante encontro de Jair Bolsonaro com o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson, na segunda-feira (20/9), o britânico saiu em defesa da imunização da população mundial e recomendou a vacina da AstraZeneca/Oxford contra a Covid-19. No Brasil, o fármaco é produzido pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

“É uma ótima vacina. Eu tomei AstraZeneca. Obrigado, pessoal. Tomem vacinas da AstraZeneca! Eu tomei duas vezes”, disse o premiê. A declaração foi divulgada pela agência Reuters.

Na sequência, Bolsonaro aponta o dedo para si e, aos risos, assinala que ainda não foi imunizado contra a doença. “Ainda não”, declarou o chefe do Executivo brasileiro.

Metrópoles