Ceará está há oito semanas fora da zona de alerta de ocupação de UTIs por Covid, diz Fiocruz

Ceará está há oito semanas fora da zona de alerta de ocupação de UTIs por Covid, diz Fiocruz

 

A edição extraordinária do Boletim Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que o Ceará se mantém há oito semanas fora da zona de alerta para ocupação de UTIs provocadas pelo coronavírus. Atualmente, conforme o documento, 38% dos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS) para pacientes adultos com quadros mais graves estão ocupados.

O Ceará vem se mantendo fora da zona de alerta desde o boletim do dia 19 de julho de 2021, com redução paulatina nesse índice. Antes disso, o estado se mantinha em níveis intermediários ou críticos desde julho de 2020, quando começou a ser feito o levantamento.

A Fiocruz começou a fazer o levantamento em 17 julho de 2020. Nesta época, o Ceará aparecia em "alerta intermediário", ou seja, com a taxa de ocupação leito UTI adulto Covid-19 entre 60% e 80%. Quando há baixa ocupação, a entidade considera fora da zona de alerta; já com ocupação acima de 80%, o nível é chamado de "crítico".

Conforme a entidade, "a redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo um dos seus principais objetivos, que é a redução do impacto da doença, reduzindo casos graves, internações e óbitos".

Em todo o Brasil, apenas o estado de Roraima está em nível crítico na taxa de ocupação de UTIs, com 82%. O Rio de Janeiro, por sua vez, está com nível médio, com 66%. 

A Fiocruz destaca a queda também nos indicadores de Fortaleza. Segundo a Fundação, a ocupação de pacientes adultos graves caiu de 60% para 55%, deixando a zona de alerta intermediária.

"O cenário relativo às taxas de ocupação de leitos de UTI para adultos no SUS em todo o país ratifica, de forma consistente, a queda na demanda por cuidados de terapia intensiva entre pacientes com Covid-19 resultante da vacinação. Mesmo com a circulação da variante Delta há indícios de que o nível ainda elevado de transmissão do vírus não tem se revertido em elevação de casos graves", escreveu a instituição no boletim.

G1 CE