Laudos da Pefoce são decisivos para solução do homicídio do policial em Itatira

Laudos da Pefoce são decisivos para solução do homicídio do policial em Itatira


O trabalho da Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) foi fundamental para a elucidação de um crime contra um policial militar, na cidade de Itatira, no último domingo (22). A ação foi conduzida por profissionais lotados no plantão do Núcleo de Perícia Forense, no município de Canindé. As suspeitas preliminares apontavam para um suposto suicídio, ocorrido no Centro da cidade de Itatira, distante 70 km do núcleo. No entanto, todo o trabalho pericial e policial resultou na elucidação do caso e na prisão de uma mulher, suspeita de ter matado o profissional de segurança.

O policial fora encontrado sozinho no local com uma pistola em sua mão. O único relato dos vizinhos seria o barulho de um disparo, escutado na noite anterior. Logo ao iniciar o exame externo do corpo, o médico perito legista de plantão pode perceber que a localização do orifício de entrada do projétil de arma de fogo não era habitual para os casos de suicídio. Seguindo atento a essa observação, a necropsia revelou o trajeto percorrido pelo projétil e a ausência dos efeitos secundários próprios dos disparos típicos de suicídio, afastando essa possibilidade e se aproximando de um homicídio.

“Entrei em contato com o delegado responsável pelo caso, informando-o que os achados periciais, embasados na melhor literatura e nos conhecimentos práticos, não corroboravam com a hipótese de suicídio e, na verdade, tratava-se de um homicídio”, relata o médico perito da Pefoce, Rômulo da Costa Farias. O exame foi finalizado ainda pela manhã e o laudo liberado no mesmo dia, à tarde.

O laudo de local de crime da Pefoce também foi encerrado com a mesma conclusão e reforçou a tese do homicídio. Por meio da análise dos vestígios e dos indícios encontrados na cena do crime, o perito criminal Danúzio Araújo afirma que se tratou de “uma morte violenta, individualizada e tipificada legalmente como homicídio”, com o uso de projétil de arma de fogo.


De posse das provas técnicas elaboradas pela Pefoce, os policiais civis da Delegacia Regional de Canindé iniciaram o trabalho investigativo e chegaram até a identidade de uma jovem de 20 anos, com quem o policial militar mantinha um relacionamento. A companheira, que estava desaparecida, foi localizada e conduzida para a unidade policial. Maria Amanda Sousa Alves (20) confessou o crime. Conforme as oitivas, a motivação seria um desentendimento entre eles. Após ser ouvida, a mulher foi autuada pelo crime de homicídio qualificado por motivo fútil e sem chance de defesa da vítima. O caso foi concluído e remetido à Justiça.