Ministério da Saúde elimina intervalo entre vacinas da gripe e da Covid-19

Ministério da Saúde elimina intervalo entre vacinas da gripe e da Covid-19


O Ministério da Saúde publicou na noite de quarta-feira (28) a nota técnica Nº 1203/2021, que acaba com o intervalo entre a aplicação das vacinas contra a gripe e contra a Covid-19. A intenção da pasta é facilitar a adesão da população às duas campanhas de vacinação.

“O Ministério da Saúde opta por, neste momento, atualizar as recomendações referentes a coadministração das vacinas covid-19 com as demais vacinas em uso no país para não mais exigir o intervalo mínimo entre as vacinas Covid-19 e as demais vacinas em uso no país”, diz o documento.

“Desta forma as vacinas covid-19 poderão ser administradas de maneira simultânea com as demais vacinas ou em qualquer intervalo”, continua a nota, que diz ter sido levado em consideração a “necessidade de ampliação das coberturas vacinais”.

De acordo com o documento, a recomendação se estende também para a administração de imunoglobulinas e/ou anticorpos monoclonais bem como soros heterólogos, à exceção de pacientes que utilizaram anticorpos monoclonais específicos contra o SARS-CoV-2, plasma convalescente ou imunoglobulina específica contra o SARS-CoV-2 – estes devem aguardar 90 dias para receber uma dose de vacina contra Covid-19.

A nota diz ainda que “idealmente, cada vacina deve ser administrada em um grupo muscular diferente”, mas que se isso não for possível a aplicação pode ser feita no mesmo grupo, “respeitando-se a distância de 2,5 cm entre uma vacina e outra, para permitir diferenciar eventuais eventos adversos locais”.

A medida havia sido adiantada na segunda-feira (27) pelo secretário-executivo do Ministério da Saúde, Rodrigo Cruz, que afirmou que estudos comprovaram a segurança de se adotar a nova estratégia. “Essa recomendação foi feita para que o cidadão procure o posto para tomar a segunda dose da vacina da Covid-19 e já aproveite que está no posto para também tomar a vacina da gripe”, disse Cruz, na ocasião.

CNN Brasil