Calcinhas encontradas em obra onde jovem foi concretada eram usadas pelo assassino

Calcinhas encontradas em obra onde jovem foi concretada eram usadas pelo assassino

 

O pedreiro responsável pelo assassinato de uma jovem em uma obra na cidade de São Vicente, litoral de São Paulo, informou que as calcinhas encontradas no local eram utilizadas por ele próprio.

O rapaz é assassino confesso de Joice Maria da Glória Rodrigues, de 25 anos. O corpo dela foi localizado concretado em uma parede da obra onde o criminoso trabalhava, em imóvel localizado no bairro Esplanada dos Barreiros.

No andar de cima da casa, a polícia havia encontrado uma sacola cheia de roupas íntimas femininas. O marido da vítima chegou a averiguar o conteúdo, mas não reconheceu as peças como sendo de sua esposa. Em depoimento, o pedreiro garantiu que as calcinhas eram dele.

"Segundo o pedreiro, as calcinhas eram porque ele gostava de usar", declarou o delegado responsável pelo caso, Thiago Nemi Bonametti, ao G1.

O pedreiro de 56 anos foi preso acusado de feminícidio e ocultação de cadáver após estrangular Joice até a morte e colocar seu corpo atrás de uma parede na obra. Um outro autônomo, de 35, também foi detido por suposta participação no crime.

Jovem estava desaparecida

A jovem era dada como desaparecida pela família há oito dias, quando foi encontrada na última terça-feira (5). O pedreiro disse que a assassinou depois de manter relações sexuais com ela.

A investigação da polícia indicou que foi uma relação consensual, uma vez que testemunhas informaram que os dois se conheciam há anos e mantinham uma espécie de relacionamento.

Ainda segundo o inquérito, Joice teria discutido com o outro autônomo antes do crime. Não se sabe o motivo do entrevero e nem se foi isso que levou a dupla a assassinar a jovem.

“Morreu lutando para viver”

A morte de Joice motivou uma série de homenagens de amigos e parentes nas redes sociais. A mulher deixou duas filhas e o marido, Gabriel Penha, com quem era casada desde 2013.

A sogra da vítima Elissandra da Penha, publicou uma nota carinhosa de saudade à única nora: “Você deixará muita saudade, minha única nora. Era assim que você gostava de ser chamada. Vamos te amar para sempre”, escreveu.

Em depoimento, uma amiga da vítima relatou que Joice “morreu lutando para viver” e completou dizendo que a jovem construiu uma linda família, que a amava muito e que será cuidada por parentes e amigos.

“Quem a conheceu sabe o quanto ela era alegre, onde chegava mudava totalmente o ambiente, amava a família mais que tudo, estava sempre fazendo as pessoas rirem, ela era forte e sempre correu atrás do que queria, sempre disposta a ajudar”, conta.

Yahoo