Médica alerta para doença cardíaca que leva mulheres jovens a infartar

Médica alerta para doença cardíaca que leva mulheres jovens a infartar

 

Apesar de os ataques cardíacos serem mais comuns em homens e entre pessoas mais velhas, eles também podem afetar mulheres jovens com até 22 anos. Uma condição rara chamada Dissecção Espontânea de Artéria Coronária (DEAC) pode ser a responsável por um rasgo em um dos vasos do coração, parando ou bloqueando o fluxo de sangue na região.

A doença pode causar um ataque cardíaco, mudanças no ritmo dos batimentos e até morte súbita, explicam médicos da Mayo Clinic, um dos centros de pesquisa mais importantes do mundo.

Um dos maiores problemas da DEAC, que é responsável por até 35% dos ataques cardíacos em mulheres com menos de 50 anos, de acordo com dados da Associação Americana do Coração, é que não é identificada facilmente pelos médicos.

Apesar dos sintomas comuns, como aperto no peito, dificuldade em respirar e dor, o perfil de paciente jovem — muitas vezes saudável — faz os especialistas pensarem em outras razões para o quadro, como ataques de pânico ou até uso de drogas.

Fatores de risco

Alguns dos fatores de risco são parto recente, doenças nos vasos sanguíneos, pressão alta e condições que afetem os tecidos conectivos.

Em entrevista ao jornal The Sun, Michele DeMarco, 33 anos, diz ter sentido como se “um elefante tivesse sentado no seu peito” e não conseguia nem andar com a dor. Ela passou 45 minutos sentada na emergência do hospital, e os médicos acreditavam que ela estivesse em um ataque de pânico.

Ela insistiu em fazer exames, e os testes mostraram que ela estava realmente tendo um ataque cardíaco. A mulher lembra que os profissionais de saúde não sabiam o que fazer, e a acusaram até de ser viciada em cocaína. Nos últimos 10 anos, Michele diz ter passado pela situação três vezes.

Sharonne N. Hayes, diretora do programa de pesquisa em DEAC da Mayo Clinic, explica que uma das razões pelas quais as mulheres não conseguem o diagnóstico correto quando são admitidas no hospital é que os estudos clínicos sobre a doença até hoje foram todos feitos com homens.

“Diga o que está sentindo, e se quiserem dar alta sem nenhum exame, se recuse a ir embora”, sugere a médica.

Metrópoles