Abrasel: passaporte vacinal do Ceará gera custo mensal de até R$ 5 mil para restaurantes

Abrasel: passaporte vacinal do Ceará gera custo mensal de até R$ 5 mil para restaurantes


Após três dias de exigência do passaporte de vacinação nos bares e restaurantes, quem não está feliz com a iniciativa é a Abrasel Ceará. De acordo com a entidade, os prejuízos financeiros alcançam R$ 5 mil. Isso porque a medida requer contratação de funcionários para atuarem exclusivamente nesta operação.

“Temos recebido relatos de toda ordem dos nossos associados. É bem complicado ter que desligar um funcionário que ainda não se vacinou, quando o vizinho dele, que também não se vacinou mas trabalha no comércio, por exemplo, tem o direito de trabalhar. E este mesmo trabalhador não tem o direito de ir almoçar no seu intervalo. Nosso setor não é apenas entretenimento, é serviço, oferece alimentação para o trabalhador”, afirma o presidente da Abrasel Ceará, Taiene Righetto.

O empresário afirma que é necessária uma maior atenção e entendimento das particularidades de cada setor por parte do Governo do Estado, para que as medidas de fato auxiliem na prevenção, e não apenas gerem prejuízo.

O setor de alimentação fora do lar reúne diferentes perfis, e o principal deles é formado por casas que trabalham de forma tradicional, com atendimento em mesas, com clientes sentados, não havendo a necessidade de tal rigor.

“Sabemos que nestes primeiros dias a fiscalização será apenas educativa, mas em seguida virão as multas e interdições, num momento em que o setor começava a respirar otimismo novamente, depois de 20 meses de muitos prejuízos”, acrescenta.

Righetto declara que o setor está “pagando a conta” sozinho. “Por que apenas os restaurantes, se há tantos outros espaços que, pela própria natureza, registram aglomeração diariamente, sem que esta medida tenha sido adotada? Fazemos este questionamento, mas deixando claro que nossa posição é de que a vacinação seja incentivada ao máximo para todos, e que não haja exigibilidade do passaporte, para não gerar discriminação e uma série de transtornos, como já temos registrado nestes dois dias”, finaliza.

Focus.jor