Pipeiros alegam desgaste com Operação Carro-Pipa

Pipeiros alegam desgaste com Operação Carro-Pipa

A seca causada pela falta de chuvas não é uma novidade no sertão cearense. Porém, o problema tem se agravado durante os últimos anos diante da dificuldade de execução do programa Operação Carro-Pipa (OCP), administrado pelo Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), do Governo Federal, por meio do Exército Brasileiro. O presidente do Sindicato dos Pipeiros do Estado (Sinpece) Everardo Bezerra, afirma que a demora no repasse do pagamento aos pipeiros e a burocracia para participar do programa têm afastado a categoria do serviço essencial no Estado.

"No edital diz que o pipeiro presta conta e eles (o Exército Brasileiro) têm 30 dias para fazer o pagamento, se passavam 70 a 90 dias e os pipeiros não recebiam. Isso sem dizer a burocracia com a qual o Exército trata os pipeiros", relata.

Além da demora no repasse do dinheiro, outra reclamação da categoria é, de acordo com Everardo, a não atualização dos valores pagos aos pipeiros, que receberiam valores referentes ao ano de 2019. De acordo com o presidente do Sinpece, muitos colegas de categoria estão vendendo o tanque de água dos caminhões, e buscando trabalho em transporte de madeireiras do Pará. 

Outros, mesmo com o tanque pipa ainda disponível, se negam a trabalhar com o valor oferecido. De acordo com o MDR, atualmente, 40 municípios cearenses estão com reconhecimento federal vigente por seca ou estiagem. O MDR declara que busca alternativas junto ao Ministério da Economia para possibilitar a execução da Operação Carro-Pipa. A Pasta explica que também está em tratativas com o Ministério da Defesa (MD) para que este utilize os recursos já disponibilizados - que somam R$ 52 milhões, dos quais R$ 20 milhões já estão sendo utilizados.

OPOVO