PL confirma filiação de Bolsonaro. Ato deve ocorrer em 22 de novembro

PL confirma filiação de Bolsonaro. Ato deve ocorrer em 22 de novembro


O Partido Liberal (PL) confirmou a filiação de Jair Bolsonaro. O mandatário da República reuniu-se com Valdemar Costa Neto, presidente da sigla, na manhã desta quarta-feira (10/11), no Palácio do Planalto, e acertou os detalhes finais da sua ida à legenda.

A cerimônia para formalizar a filiação de Bolsonaro deve ocorrer em 22 de novembro, data que remete ao número da sigla nas urnas. O evento será realizado em Brasília, após retorno do chefe do Executivo federal da viagem ao Oriente Médio. Ainda hoje, Valdemar Costa Neto deve divulgar uma declaração sobre a aliança do presidente com o partido.

Mais cedo, antes de se reunir com Costa Neto, Bolsonaro disse, em entrevista a uma rádio capixaba, que havia 99,9% de chances de ir para o PL. “Depende da última conversa hoje. Está bastante encaminhado”, afirmou. Segundo o mandatário, faltava ser acertado um “pequeno detalhe” sobre as candidaturas em São Paulo. O presidente defende que é preciso fazer um considerável de senadores, dado que hoje a base do governo no Senado é frágil.

A filiação do chefe do Executivo federal deve ser acompanhada de políticos aliados, cuja maioria está hoje no PSL. “Eu vou levar mais solução do que problemas”, pontuou ele.

Bolsonaro dizia que estava decidindo entre três legendas: PP, PL e Republicanos (antigo PRB). Há um acordo para que o PP indique o candidato a vice na chapa de Bolsonaro em 2022. O Republicanos também deve compor com o presidente na campanha.

Segundo apuração do colunista do Metrópoles Igor Gadelha, o presidente do PL estaria ameaçando deixar a base do chefe do Executivo federal, caso ele não se filiasse à sigla. Nos bastidores, dirigentes do PL teriam informado ao Palácio do Planalto que o partido poderia desembarcar do governo, caso o mandatário optasse por outra legenda.

Bolsonaro completa, na próxima sexta-feira (12/11), dois anos sem filiação partidária. Trata-se de um recorde entre presidentes da República e um prazo maior do que o previsto inicialmente pelos próprios bolsonaristas.

Em novembro de 2019, o chefe do Palácio do Planalto deixou o PSL, partido pelo qual foi eleito, após uma série de desentendimentos com a cúpula da sigla. Na ocasião, chegou a promover o lançamento de uma nova agremiação: o Aliança pelo Brasil; o projeto, porém, não saiu do papel, dada a dificuldade para recolher as assinaturas exigidas para registro perante o TSE.

Histórico

Em seus 30 anos de vida pública, Bolsonaro já passou por oito agremiações, algumas das quais foram decorrentes de fusões ou tiveram mudança de nomenclatura. Ele se elegeu vereador, em 1988, pelo PDC, partido que depois se fundiu ao PDS, herdeiro direto da Arena, formando o PPR. Durante seus sete mandatos como deputado federal, Bolsonaro passou por PPB, PTB, PFL (atual DEM), PP, PSC e PSL.

O partido ao qual foi filiado por mais tempo foi o PP, no qual esteve entre 2005 e 2016. Já mirando na campanha presidencial, ele se desligou da sigla e foi para o PSC, do pastor Everaldo. De última hora, filiou-se ao PSL.

Depois de ter deixado o PSL, Bolsonaro passou alguns meses tentando viabilizar o Aliança pelo Brasil. Sem sucesso, passou o ano de 2021 tentando com siglas pequenas, como PRTB, PMB, Avante e Patriota. No caso deste último, um dos filhos do mandatário, o senador Flávio Bolsonaro, chegou a se filiar à legenda para abrir espaço para o pai. Dificuldades internas, no entanto, impediram que as negociações fossem adiante.

Metrópoles