Pai de aluna agride professor após menina relatar assédio

 

O pai de uma aluna da Escola Estadual Professora Lídia Onélia Kalil Aun Crepaldi, em Cosmópolis, a cerca de 115 quilômetros de São Paulo, agrediu dois professores do colégio na segunda-feira (6/12) após a filha relatar que foi assediada por um deles. Imagens gravadas por um aluno mostram o momento em que o homem entra na sala de aula e começa a bater no docente.

O servidor é agredido com socos e chutes e fica machucado na parte superior do corpo. Ao tentar apartar a briga, um outro professor foi ferido.

A aluna contou à EPTV, afiliada da TV Globo, que o professor disse que, “se não estivesse casado, transaria com ela”. Após o ocorrido, a estudante foi ao banheiro e entrou em contato com os pais para falar sobre o que havia acontecido. Foi quando o pai da estudante resolveu ir até o colégio.

“Eu fingi que não tinha ouvido, ele falou de novo. Aí eu fiquei parada, assim, porque eu fiquei em choque, né? Eu não tava conseguindo ficar na sala, aí eu fui pro banheiro, liguei pra minha mãe chorando, tava desesperada, e ela me ligou, falou com meu pai, meu pai mandou mensagem, eu mandei um áudio pra ele de dentro do banheiro, depois eu fui na sala de novo, pegar minha mochila, e depois fiquei lá no pátio e meu pai chegou”, explicou a adolescente.

De acordo com a Prefeitura de Cosmópolis, a Polícia Municipal foi acionada para o local e conduziu os envolvidos na discussão à delegacia do município, que investiga o caso.

Os professores agredidos foram atendidos em um hospital da cidade. O docente acusado de assédio está de licença médica, e a previsão é que a Diretoria Regional de Ensino (DRE) de Limeira conclua o processo de apuração preliminar da denúncia durante esse tempo.

Em nota enviada ao Metrópoles, a Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP) informou que o pai da aluna e o professor foram ouvidos na Delegacia de Cosmópolis. Novos depoimentos deles e de testemunhas serão agendados, de acordo com o órgão.

A Secretaria Estadual de Educação comunicou que “repudia toda e qualquer forma de assédio e agressão dentro ou fora do ambiente escolar”. Disse também que “todos os lados serão ouvidos e tão logo sejam concluídas as apurações, as providências administrativas serão tomadas”.

A pasta afirmou que colocou a assistência do programa Psicólogos na Educação à disposição da aluna.

Metrópoles

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