Wagner afirma que Ciro o chamou de "filho da p." e "bandido" em audiência de conciliação

 

O deputado federal Capitão Wagner (Pros) usou as redes sociais, nesta quinta-feira, 9, para relatar um episódio de tensão entre o ele e o ex-ministro e presidenciável Ciro Gomes (PDT), seu adversário político no Ceará. O pré-candidato da oposição ao governo estadual em 2022 afirma que foi xingado com palavras de baixo calão pelo pedetista durante uma audiência de conciliação.

Segundo Wagner, ambos estavam em uma transmissão virtual e tentavam um acordo após um processo movido por ele exatamente por difamação e calúnia por parte de Ciro, em 2020. Nas redes sociais, o deputado afirmou que a situação se agravou, pois ele foi chamado de "filho da puta", enquanto a autoridade judiciária era uma mulher. 

"O mesmo me chama de bandido…. e agride minha mãe me chamando de FDP. A autoridade judiciária era uma mulher. Esse cara que não respeita as mulheres quer ser presidente? Ainda bem que só cai nas pesquisas", escreveu Wagner. 

"Eu entrei com um processo contra ele porque, numa entrevista, ele tinha me caluniando, me chamado de bandido e de líder de facção. Entrei num processo contra ele e hoje era a audiência. Ele não só, na frente da conciliadora, me chamou de bandido, chefe de facção e membro de facção criminosa, como me chamou de filho da puta", disse Wagner, em entrevista. 

O parlamentar alega que pediu apenas para que as novas agressões verbais fossem inseridas nos autos do processo já em tramitação. "Sei que se fosse na frente da juíza, ele teria tinha sido preso. Ano passado, ele deu entrevista e, nessas entrevistas, em coletiva, ele proferiu todas essa agressões. Nos chamam para uma audiência de conciliação, eu sempre vou nessa audiência bem disposto a conciliar. Quando a gente vai, a pessoa nos agride na própria audiência. Ele só fez provar os crimes na frente da conciliadora", afirmou. 

No Ceará, Wagner lidera a oposição ao governador Camilo Santana (PT), tanto que irá tentar a sucessão do petista para o Palácio da Abolição. O deputado é um dos principais críticos de Ciro e da família Ferreira Gomes. Já o presidenciável do PDT tem histórico de confrontos com Wagner e, em 2020, já o chamou para ringue durante as eleições municipais de 2020, enquanto tentava emplacar o nome do então candidato José Sarto. 

Na ocasião, o pedetista disse o eleitor teria que escolher “entre um miliciano sem preparo, sem equipe e fascista, e um líder experiente, equilibrado", se referindo no fim a Sarto. Neste ano, ao discorrer sobre o que pensa para a economia brasileira e o que o grupo político dele já aplica no Ceará, o ex-ministro bateu no adversário local, classificado-o como "fascistinha" e "em tudo e por tudo imitador do Bolsonaro". 

O POVO procurou a assessoria do ex-ministro Ciro Gomes, mas não houve resposta até a publicação desta matéria. 

O povo

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