Ceará não deve gastar mais com propaganda até realizar cirurgia em mulher de 80 anos, requer MPCE


O Ministério Público do Ceará (MPCE) requereu que o Estado não gaste mais com publicidade e propaganda até que seja realizado um procedimento cirúrgico de substituição da válvula aórtica transcateter em uma mulher cearense de 80 anos — Francisca Oliveira da Silva. Conteúdos relacionados à Covid-19, no entanto, podem continuar sendo veiculados.                                

Em Ação Civil Pública, o órgão ressaltou que a administração pública descumpre liminar, desde o dia 31 de janeiro, que obriga a realização da cirurgia na paciente exposta a risco iminente de vida. O processo também requer que o Estado não gaste com a realização de eventos artísticos e/ou culturais, sob pena de multa diária de R$ 100 mil.

A gestora de recursos humanos Elissandra Silva Soares, neta de Francisca, explica que acompanha o agravamento do quadro de sua avó desde o ano passado. Ela conta que descobriu que precisaria entrar na Justiça para que a cirurgia de Francisca fosse realizada quando a avó ainda estava internada no Hospital de Messejana Dr. Carlos Alberto Studart Gomes, em Fortaleza.

Durante um mês de internação na unidade, a neta reclama que foi informada sobre o estado de saúde de sua avó de forma inadequada pelos funcionários do local. “Ela também não estava aguentando a cama do hospital, porque tem problema de coluna. E antes de ela ir pro leito, ainda passou nove dias em uma cadeira, na sala de medicação”, relembra. Diante desse quadro e do aumento do número de casos da Covid-19, Elissandra resolveu assinar a alta da avó e as duas retornaram para o município de Chorozinho, a 70 quilômetros de Fortaleza.

A neta explica que a avó precisa que o procedimento cirúrgico seja feito por uma técnica alternativa e mais cara, chamada de Tavi (Transcatheter Aortic Valve Implantatation). De acordo com o Hospital de Messejana, a cirurgia difere da convencional por ser feita sem a necessidade de parar o coração, o que diminui os riscos de mortalidade e aumenta as chances de recuperação rápida e qualidade de vida dos pacientes.

O POVO
Postagem Anterior Próxima Postagem