Movimentos promovem evento para orientar comunidades do entorno da Mina de Itataia


Com o objetivo de orientar as comunidades do entorno da jazida Itataia (localizada entre os municípios de Santa Quitéria e Itatira) que estão sob ameaças dos impactos que podem ser causados pela mineração da maior mina de urânio e fosfato do Brasil, movimentos populares, instituições de ensino e pesquisa, associações e entidades do campo popular realizaram a partir desta quarta-feira (09) o evento “Diálogos da Mineração de Urânio e Fosfato”.

A programação conta com sete rodas de conversas relacionadas ao processo de mineração da jazida Itatiaia, e acontecerá toda quarta-feira, a partir das 19h30, durante os meses de fevereiro e março, e pode ser assistida no canal do YouTube e no perfil do Facebook do Sindicato dos Docentes das Universidades Federais do Estado do Ceará (ADUFC-Sindicato).

A primeira roda de conversa teve como tema “Povos e Comunidades Tradicionais afetados e a Consulta Livre, Prévia e Informada (Convenção 169 OIT)”, e será feita uma reflexão sobre as comunidades serem consultadas, de forma livre e informada, antes que decisões que afetem os seus territórios, direitos e modos de vida sejam tomadas.

Os diálogos realizados ao longo da programação do evento abrangem uma série de debates sobre os impactos causados pela exploração de urânio e fosfato. Ainda no mês de fevereiro serão debatidos temas relacionados à radioatividade e os riscos à saúde e ao meio ambiente. Já em março, os encontros abordarão a questão das águas, a vida no semiárido, contaminação radioativa dos territórios, economia popular, exploração de fosfato e o agronegócio.

Estão na organização do evento a Articulação Antinuclear do Ceará (AACE); ADUFC-Sindicato, através do GT de Política Agrária, Urbana e Ambiental – PAUA; Núcleo de Trabalho, Meio Ambiente e Saúde da Universidade Federal do Ceará (Tramas/UFC); Assessoria Jurídica Popular Frei Tito de Alencar (EFTA); Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz); Movimento pela Soberania Popular da Mineração (MAM); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); e a Cáritas Brasileira - Regional Ceará. A iniciativa também conta com o apoio da Justiça nos Trilhos, do Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração, do Greenpeace, da Rede Brasileira de Justiça Ambiental e da Articulação Antinuclear Brasileira.

Brasil de Fato
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