Consórcio Santa Quitéria e Governo do Estado garantem construção da adutora que liga açude Serrote à mina de Itataia


Com os olhos voltados para a invasão da Ucrânia pela Rússia – e notadamente, os reflexos sociais e econômicos que isto tem provocado em apenas oito dias de confronto –, o Brasil tem acompanhado com preocupação no que se refere aos fertilizantes utilizados pela agricultura, que em grande parte são importados da Rússia. E essa discussão passa diretamente pelo município de Santa Quitéria, sendo um ingrediente a mais para o Governo Federal agilizar a exploração de fosfato e urânio na mina de Itataia.

O presidente das Indústrias Nucleares do Brasil (INB), Carlos Freire, conversou com o site Petronotícias e falou sobre as tratativas que estão bastante avançadas com o Governo do Estado para engatar de vez o empreendimento. Em setembro de 2020, foi assinado um protocolo que assegura o asfaltamento da CE 366 (57,7 km – Santa Quitéria/Itataia); adutora de 62 km do açude Edson Queiroz até a mina, energia e capacitação da mão de obra.

“O projeto vai muito bem, caminhando firme. O estado está com tudo pronto para lançar as licitações para implantação da uma adutora que vai ligar o açude à unidade de produção em Santa Quitéria. É um compromisso firme do estado do Ceará, que não se afasta um milímetro disso”, contou.

De acordo com o diretor técnico do projeto, Ricardo Neves, que também é diretor-presidente da Galvani, o Estudo de Impactos Ambientais (EIA) já foi aprovado e o Relatório de Impacto Ambiental (Rima) está em revisão, devendo ser liberado ainda neste mês pelo Ibama. O processo de licenciamento deve ainda incluir a realização de audiências públicas em Santa Quitéria e Itatira e depois a expedição da licença prévia do projeto.

O objetivo é que o Projeto Santa Quitéria produza anualmente 1.050.000 toneladas de derivados fosfatados, que são fertilizantes e produtos para alimentação animal, o que segundo Freire, poderá atender, de forma muito segura, às demandas das regiões Norte e Nordeste e à medida que a economia russa vai sendo castigada por sanções, o Brasil pode perder o seu principal fornecedor de fertilizantes. “Poderemos atender a essas demandas, dando mais segurança aos nossos agricultores e pecuaristas dessas regiões”, disse o executivo.


Na quinta-feira passada (24), representantes da Federação da Agricultura e Pecuária do Ceará (FAEC) e do Consórcio INB-Galvani se reuniram em Fortaleza com a ministra Tereza Cristina, da Agricultura, e esta deu total apoio, ficou encantada com o que ouviu e ficou de marcar um novo encontro em breve com a participação de outros ministros para ajudar nos entraves.
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